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Tragédia no Lago de Furnas é mais um golpe no turismo em Capitólio

Há um ano, em meio à pandemia, cabeça d’água deixou 3 mortos

08/01/2022 18:19:05

A tragédia deste sábado (8), no Lago de Furnas, em Capitólio, é mais um duro golpe para a pequena cidade do Centro Oeste de Minas Gerais. Com cerca de nove mil habitantes, o turismo local – que vinha crescendo ano a no – foi, primeiro, duramente afetado pela pandemia de Covid-19. Agora, as consequências do acidente podem ter novos reflexos negativos para donos de hotéis, pousadas, restaurantes e guias turísticos que dependem da atividade.

Localizada a 445 quilômetros de Volta Redonda (o tempo de percurso estimado é de sete horas e meia de carro), Capitólio tem como uma de suas principais atrações justamente o Lago de Furnas. O lago artificial foi criado na década de 1950 para abastecer a Usina Hidrelétrica de Furnas, até hoje uma das mais importantes para a geração de energia elétrica do país. Com suas águas esverdeadas, o lago se tornou conhecido como “mar de Minas”.

Os passeios de lancha ou de chalana – estes podem durar até três horas – são um programa obrigatório para os turistas, que também procuram o Mirante dos Cânions, de onde é possível ver toda a beleza do lago, com suas duas cachoeiras – justamente onde estavam concentradas as embarcações no momento da tragédia.

Capitólio tem ainda como atração cachoeiras exuberantes, como a Lagoa Azul, Cachoeira Cascatinha, Cachoeirinha da Ilha e no Vale dos Tucanos. O passeio inclui ainda as cachoeiras da Trilha do Sol, Paraíso Perdido, Pé de Serra e Retiro Viking. Quem fica mais tempo por lá pode também visitar as cachoeiras do Filó, Poço Dourado, Fecho da Serra, Lagoa Azul e a grandiosa Casca d’Anta, já no Parque Nacional da Serra da Canastra.

Capitólio não dispõe de aeroporto. O único meio de acesso à cidade é por via terrestre. Em tempos normais, seus hotéis e pousadas costumam ficar lotados em datas especiais como Carnaval, Semana Santa e ano novo.

A tragédia no Lago de Furnas ocorreu praticamente um ano depois de outra: uma cabeça d’água na Cachoeira de Cascatinha, no dia 2 de janeiro de 2021 (por coincidência também um sábado) resultou na morte de três mulheres. Os bombeiros de Piumhi e Passos resgataram outras 16 que estavam em perigo, sendo 11 de helicóptero.

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