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Nacional

TCU vai investigar gastos de 32 procuradores da Lava Jato

Segundo revista, teria havido pagamentos corriqueiros de diárias de R$ 1 mil

27/02/2021 11:59:29

Segundo revista,

O Tribunal de Contas da União (TCU) prepara uma ofensiva contra 32 procuradores que atuaram nas investigações da Lava-Jato e planeja investigar os gastos que eles tiveram em passagens aéreas, deslocamentos de trabalho e pagamento de diárias desde 2014, quando a maior operação de combate à corrupção da história do país teve sua primeira fase. Entre os alvos estão os procuradores Deltan Dallagnol, Orlando Martello, Januário Paludo, Roberson Pozzobon e o ex-procurador e considerado mentor da extinta força-tarefa, Carlos Fernando Lima.

Segundo a revista Veja, a equipe do TCU trabalha para identificar eventuais indícios de desperdício de dinheiro público por parte de investigadores com o deslocamento desnecessário de procuradores, compra de passagens aéreas de última hora e pagamento frequente de diárias de trabalho transformadas em uma espécie de segundo ordenado mensal.

O compilado de dados, ao qual a revista disse ter tido acesso, reúne 91 páginas com informações relacionadas a pagamentos de procuradores e as atividades que desempenharam cada vez que receberam dinheiro público.

A publicação ressalta não haver, até agora, evidências claras de irregularidades, mas fontes do TCU afirmaram que chama a atenção o fato de haver pagamentos corriqueiros de diárias na casa dos R$ 1 mil quando a simples transferência do profissional para Curitiba, que concentrava as investigações da Lava-Jato à época, seria mais benéfica aos cofres do Erário.

No caso dos procuradores, o objetivo final é colher elementos que levem a Corte de Contas a poder declarar o bloqueio de bens dos investigadores por suposto mau uso do dinheiro público.

SÉRGIO MORO – Em outra frente, o TCU determinou que a empresa Alvarez & Marsal, administradora judicial das empresas do grupo Odebrecht, explique em detalhes como contratou o ex-juiz Sergio Moro para a sua equipe. O ministro Bruno Dantas considera a contratação “no mínimo peculiar e constrangedora”.

Disse ele ser necessário afastar a hipótese de Moro estar sendo remunerado por “informações privilegiadas que possa repassar” sobre processos envolvendo a Odebrecht. E ameaçou bloquear os repasses de recursos para a empresa.

Dantas acatou os argumentos do Ministério Público Federal junto ao TCU que apontaram o eventual conflito de interesses. Segundo o procurador Lucas Rocha Furtado, Moro, em sua atuação na Operação Lava Jato, “pode ter contribuído para a situação de insolvência da empresa”. E agora estaria ganhando dinheiro ao trabalhar em seu processo de recuperação.

O procurador relatou, em seu pedido de esclarecimentos, “suposto conflito de interesse do agente que, em um primeiro momento, atuou em processo judicial com repercussões na esfera econômica e financeira da empresa e que, posteriormente, aufere renda, ainda que indiretamente, no processo de recuperação judicial para o qual seus atos podem ter contribuído”. (Foto: Divulgação)

 

 

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