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Política

Sepe de BM reage a fala de vereador sobre professores

15/04/2021 12:45:50

Não convidem, ainda mais nestes tempos em que aglomerações não são recomendadas, professores de Barra Mansa e alguns vereadores, especialmente Daniel Volpe (PP), para ocupar a mesma sala de aula. A fala do parlamentar na sessão da quarta-feira (14), sobre a manifestação de um grupo de dirigentes do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), contra um projeto de lei classificando a educação como serviço essencial – e, portanto, estimulando a volta às aulas presenciais – causou indignação não só entre os dirigentes sindicais, mas também em outros professores.

Um pequeno grupo de manifestantes realizou um protesto em frente à Câmara, durante a votação, em regime de urgência, do projeto de lei de autoria de Jefferson Mamede (PSC) sobre a educação como atividade essencial, que foi aprovado. Ao usar da palavra, Volpe atacou os manifestantes, a quem chamou, mais de uma vez, de “cambada de vagabundos”.

- Mas é isso que eles gostam...baderna. Eles vivem em cima de baderna (...). Tão preocupados em ser essencial porque vão ter que trabalhar. Se jogar uma carteira de trabalho ali não fica um – discursou o vereador, para quem escola deve ser “primeira a abrir e última a fechar”, chegando a dizer que é “impossível um filho ficar 24 horas dentro de casa”.

Dirigente do Sepe, o professor Petterson Magno rebateu a crítica. Depois de classificar o projeto como “PL da morte”, ele disse que a autoria é de quem não compreende a necessidade de se fazer isolamento social neste momento. “O retorno vai acarretar infecções cruzadas”, disse Magno, segundo o qual haverá mais propagação de Covid-19 e mortes com o retorno das aulas presenciais.

Depois de criticar também o vereador Eduardo Pimentel, que, segundo lembrou, chamou de “safados” os professores que se opõem ao retorno, o dirigente do Sepe criticou também o autor do projeto por não chamar a categoria para debater o assunto e nem mesmo mães de alunos que estudam em escolas públicas. Ele lembrou que, em fevereiro houve uma audiência pública justamente na Câmara, à qual comparecera somente os vereadores Gustavo Gomes, Fernanda Carreiro e Marcell Castro.

Magno ironizou ainda o fato de Mamede citar o comitê de retorno seguro para as aulas. “Acho engraçado porque este comitê se acha, cientificamente, mais competente que a Fiocruz, que toda a semana apresenta um parecer dizendo que é um absurdo voltar com as aulas presenciais neste momento”, disse.

Depois de dizer que quem está faltando com o respeito são os vereadores em relação aos professores, Petterson Magno respondeu especialmente Daniel Volpe. “Podemos mostrar a carteira de trabalho e os cursos que fizemos”, desafiando o parlamentar a apresentar a sua carteira de trabalho “para que possa debater com a sociedade quem é trabalhador de verdade”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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