Estado
RJ tem maior número de mortes no trânsito desde 2011
Filha de diplomatas morreu atropelada no mesmo dia em que chegou ao Brasil
20/05/2026 09:53:58
O Estado do Rio registrou 787 homicídios culposos — como as mortes no trânsito são registradas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) — de janeiro a abril deste ano, o que equivale a uma vítima a cada três horas e meia, em média. O número para o período não era tão alto desde 2011, quando houve 795 registros.
O ISP ainda contabilizou 9.072 lesões corporais culposas produzidas no tráfego fluminense nos quatro primeiros meses deste ano, aproximadamente uma a cada 20 minutos: é o maior índice desde 2016, quando 11.677 casos foram registrados de janeiro a abril.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) em uma reportagem do jornal Extra, a propósito da morte por atropelamento, no último sábado (17), da jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos (foto), atropelada na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, no Rio. Ela estava com a mãe quando foi atingida na calçada por uma van desgovernada. Mariana estava acompanhada da mãe, que ficou ferida, assim como um terceiro pedestre. As duas foram socorridas para o Hospital Miguel Couto, mas a jovem não resistiu. O terceiro ferido não quis ficar internado.
Mariana era filha de diplomatas e havia retornado chegado ao Brasil no mesmo dia em que foi atropelada. Ela havia alugado apartamento em Ipanema e começaria a trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos. Junto com a mãe, saiu de casa para comprar itens para a casa.
A mãe de Mariana, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, é cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires. O pai, o diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, integra a assessoria especial internacional do presidente Lula.
Mariana falava português, inglês, espanhol e francês. Antes de decidir se mudar para o Rio de Janeiro, ela já havia morado em países como França, Itália, Líbano, Reino Unido e Venezuela. (Foto: Reprodução)