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Nacional

Pedido de prisão de jornalista por incentivo à vacinação é negado no DF

Pedido foi feito por ex-candidato a deputado

17/01/2022 09:11:36

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios rejeitou uma ação que pedia a prisão do jornalista William Bonner, da TV Globo, por incentivar a vacinação contra a Covid-19 em crianças e adolescentes. A decisão foi divulgada no domingo (16). Na ação, o jornalista é acusado de participar de uma “suposta organização criminosa para falar sobre os impactos positivos do imunizante no combate à pandemia”.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, o pedido de prisão foi feito pelo bolsonarista e ex-candidato a deputado distrital pelo PSol, Wilson Issao Koressawa. Ele acusa o apresentador de cometer os crimes de indução de pessoas ao suicídio, de causar epidemia e de "envenenar água potável, de uso comum ou particular, ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo".

Em sua decisão, a juíza Gláucia Falsarella Pereira Foley classificou o pedido de prisão de Bonner de delírios negacionistas. "O poder Judiciário não pode afagar delírios negacionistas, reproduzidos pela conivência ativa – quando não incendiados – por parte das instituições, sejam elas públicas ou não", diz um trecho da decisão.

A magistrada destacou ainda o exercício da liberdade de imprensa e o direito destes profissionais de proferir críticas. "Para [o professor] Eugênio Bucci, aliás, mais do que direito do jornalista, a liberdade de informação é direito do cidadão e dever da imprensa", escreveu a juíza. O jornalista preferiu não comentar o caso.

Em 2020, Wilson Koressawa impetrou um pedido de prisão no Superior Tribunal Militar (STM) contra 40 autoridades consideradas antagonistas do presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, foram alvos da ação: o presidente da Rede Globo, José Roberto Marinho; os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); 25 governadores, exceto o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-RJ); e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o último a ser citado, segundo o site Metrópoles.  (Foto: Divulgação)

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