Estado
Paróquia de Paty dos Alferes vai receber R$ 100 mil por obras furtadas
Foram 8 objetos furtados há 16 anos
11/04/2022 18:17:41
A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Paty do Alferes, vai receber uma restituição de R$ 104,3 mil por oito peças furtadas de seu acervo há 16 anos. O dinheiro sairá de um bem penhorado de um dos condenados pelo crime, Paulo Célio de Azevedo Medeiros. A informação é da assessoria de comunicação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ).
O furto ocorreu em janeiro de 2006. Segundo o MPF, no final do ano anterior, o padre Vitalino Turcato, então responsável pela paróquia, foi procurado por Paulo Célio e Edvaldo da Silva Santos, que se apresentaram como compradores de peças antigas. Mesmo com a negativa do religioso, eles insistiram em visitar a igreja.
Uma semana depois, os dois homens voltaram à paróquia, mas, desta vez, furtaram oito peças, todas tombadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional): uma coroa da imagem de Nossa Senhora da Conceição situada no altar mor da igreja, avaliada em R$ 10 mil; uma coroa da imagem de Nossa Senhora do Rosário, situada no altar da nave da igreja, avaliada também em R$ 10 mil; uma coroa da imagem de Nossa Senhora Aparecida, situada na sacristia; um resplendor da imagem de Nossa Senhora da Piedade (Pietá), situada na capela lateral da Piedade, avaliada em R$ 4 mil; um turíbulo de prata, avaliado em R$ 2 mil; dois castiçais e um resplendor da imagem de Santo Inácio de Loyola, avaliado em R$ 15 mil.
Ainda de acordo com o MPF, a autoria do furto foi descoberta porque, ao ser procurado, o padre Vitalino – que morreu em 2016 – anotou a placa do carro usado pelos dois “visitantes”. Eles foram presos. A restituição à paróquia faz parte da pena e, segundo o MPF foi pago agora o valor determinado pela Justiça.
O MPF em Petrópolis apresentou denúncia contra Paulo Célio e Edvaldo em 2013, após eles terem sido presos por outro crime: o roubo da imagem Nossa Senhora Criança em Miguel Pereira. Neste caso, segundo o MPF, um dos homens teria se disfarçado de padre para conseguir subtrair a imagem.
Pelo crime em Paty dos Alferes, Paulo Célio foi condenado a cinco anos e dois meses de prisão, e só foi possível a localização dele após um trabalho de inteligência do MPF em identificar um apartamento financiado em seu nome. Com isso, em agosto de 2020 ele foi preso e o bem penhorado para a reparação dos danos causados. (Foto: Iphan)