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Estado

Operação no RJ combate esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

Investigação aponta movimentação superior a R$ 116 milhões em 4 estados

02/06/2026 10:08:27

A Polícia Civil do Rio realiza nesta terça-feira (2) a Operação Riqueza Sombria, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 116 milhões em transações suspeitas e tinha atuação em quatro estados. Até o momento, duas pessoas foram presas e apreendidos uma arma de fogo, celulares e equipamentos eletrônicos.

Policiais da 96ª DP (Miguel Pereira) cumprem mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. No estado, as ações ocorrem em Cabo Frio e no bairro do Jacaré, no Rio. A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além das polícias civis dos estados envolvidos e dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul.

As investigações tiveram início após uma operação realizada em 2020 na comunidade do Tatão, em Anchieta, no Rio. Na ocasião, os agentes localizaram comprovantes bancários que revelaram indícios de um esquema de movimentação financeira oriunda da venda de drogas.

Segundo a Polícia Civil, os recursos arrecadados pelo tráfico eram fracionados em diversos depósitos de pequeno valor, realizados em agências bancárias localizadas próximas a áreas dominadas pela facção criminosa, principalmente nas imediações do Complexo do Chapadão. Em seguida, os valores eram transferidos para contas de pessoas e empresas utilizadas como “laranjas” e, depois, reinseridos no sistema financeiro com o objetivo de dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

As apurações também identificaram que parte dos investigados estava no município de Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul, região considerada estratégica para rotas do tráfico internacional de drogas e armas. Mesmo declarando baixa renda, os suspeitos movimentaram valores incompatíveis com sua capacidade financeira. Um dos investigados recebeu 54 depósitos em espécie, totalizando quase R$ 68 mil ao longo de quatro anos. (Foto: Polícia Civil)

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