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Polícia

Operação cumpre mandados contra suspeitos de tráfico na região

11/05/2021 08:16:36

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Barra Mansa, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e da Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira a operação “Robgol”, contra suspeitos de tráfico de drogas. Até o momento desta publicação, cinco pessoas haviam sido presas.

A operação foi batizada em referência ao apelido de Robson Tertuliano da Silva, suposto chefe de uma organização criminosa, que continua foragido. Também são considerados foragidos, de acordo com o MPRJ, Chrisostomos Ferreira e Andressa Rocha Souza da Cruz, companheira de Robson. No decorrer das investigações que levaram à operação de hoje foram apreendidos 50 quilos de cocaína.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços ligados a 15 suspeitos de integrar uma organização criminosa que atua em Barra Mansa, voltada à distribuição e comércio de substâncias entorpecentes na região e à prática de crimes de lavagem de dinheiro. A investigação contou, ainda, com o apoio do Núcleo de Inteligência da Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal no estado, quando da abordagem de veículos e apreensão das cargas de entorpecentes que eram transportadas em rodovias federais que cruzam a região Sul Fluminense.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital, que concedeu medida assecuratória patrimonial de sequestro dos bens móveis dos suspeitos de lavagem de dinheiro, bem como a quebra do sigilo dos dados de todos os dispositivos eletrônicos de armazenamento de dados que forem apreendidos no cumprimento dos mandados. O objetivo é produzir laudo de exame de material, com a transcrição das mensagens de texto e de conversas mantidas pelos aplicativos de mensagens instantâneas de texto, além de agenda telefônica, apresentação de fotos e vídeos e quaisquer outros dados existentes nos aparelhos celulares que tenham relação com a suposta organização criminosa.

Na denúncia, os promotores de Justiça ressaltam que os diálogos captados demonstraram que a organização criminosa promovia ativamente a venda de drogas na região, “proporcionando a pulverização das cargas de drogas”. Destacam, ainda, que “os criminosos constituíram, integraram e promoveram complexa organização criminosa, dedicando-se a atividades criminosas que lhes conferiam consideráveis vantagens econômicas”.

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