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Estado

Morre Jorge Picciani, ex-presidente da Alerj

Ele estava internado em hospital de São Paulo

14/05/2021 07:41:36

O ex-deputado estadual Jorge Picciani, de 66 anos, morreu nesta sexta-feira (14), em São Paulo, onde estava internado em tratamento contra um câncer. Picciani foi presidente da da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e um dos mais poderosos líderes políticos fluminenses.

Ele se elegeu deputado pela primeira vez em 1990 e conquistou outros cinco mandatos consecutivos. Foi presidente da Alerj entre 2003 e 2010, retornando à presidência da Casa legislativa em 2015, depois de quatro anos afastado do parlamento.  

Em 14 de novembro de 2017, Jorge Picciani foi alvo de um mandado de condução coercitiva expedido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) no âmbito da Operação Cadeia Velha. O político foi levado coercitivamente para depor na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações feitas pela força-tarefa da Operação Lava Jato, Picciani comandava um esquema de distribuição de propinas entre deputados estaduais na Alerj, conhecido como "Caixinha da Fetranspor", visando votos favoráveis a interesses de empresários ligados à Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro.

A prisão preventiva de Jorge Picciani foi decidida por desembargadores federais em seção no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) ocorrida em 16 de novembro de 2017.[25] Após a expedição do mandado de prisão, Picciani entregou-se na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, sendo posteriormente transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques. No entanto, o político foi solto no dia seguinte após decisão favorável à revogação das prisões preventivas dos deputados estaduais alvos da Operação Cadeia Velha, tomada em votação na Alerj.

No dia 8 de novembro de 2018, um novo mandado de prisão preventiva contra Jorge Picciani foi expedido pelo TRF-2 no âmbito da Operação Furna da Onça. De acordo com o Ministério Público Federal, o parlamentar recebia mensalmente uma quantia de R$ 400 mil para que votasse na Alerj, de acordo com os interesses do grupo político comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral. (Foto: Divulgação / Alerj)

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