Esporte
Morre Geovani, o 'Pequeno Príncipe', ídolo do Vasco
Ex-jogador passou mal na madrugada desta 2ª feira
18/05/2026 09:59:02
O ex-meia do Vasco da Gama, Geovani, um dos ídolos da torcida do clube, morreu na madrugada desta segunda-feira (18), aos 62 anos, em Vila Velha, no Espírito Santo. O ex-craque chegou a ser levado a um hospital. Segunda a família, o sepultamento deve ocorrer nesta terça-feira (19), na cidade capixaba.
Geovani vinha enfrentando uma série de questões de saúde nos últimos anos. No fim de 2025, ficou internado em Vitória por 40 dias, após sofrer duas paradas cardíacas. Além dos problemas de coração, que o levaram a ser internado também em 2022, já havia passado por um câncer na coluna vertebral e por uma polineuropatia em 2006. Nos últimos anos, Geovani vinha aparecendo em homenagens e outras atividades do futebol, mas com limitações motoras.
Em fevereiro, foi homenageado pelo Vasco antes do jogo do cruz-maltino com o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca, que foi disputado em Cariacica. “Quando você é homenageado vivo é bem melhor. Tive problemas de saúde, pensei que não ia passar desse ano, mas passei e se eu estou vivo é pra comemorar”, disse ele na ocasião, ao receber placa do amigo e atual presidente do Vasco, Pedrinho.
‘Pequeno Príncipe’ – Geovani Silva começou nas categorias de base da Desportiva Ferroviária, de Cariacica, pela qual foi campeão estadual em 1980, ano em que completaria 17 anos. Em 1982, já estava no Vasco, pelo qual se eternizaria no futebol brasileiro. No clube, ganhou o apelido de "Pequeno Príncipe", em referência ao livro homônimo de Antoine de Saint-Exupéry, lançado em 1943. Foram três passagens por São Januário (1982 a 1989, 1991 a 1993 e 2005). A primeira foi a mais marcante.
Atuou com Roberto Dinamite e Romário e fez partes dos inesquecíveis times da década de 1980. Nela, conquistou os Campeonatos de 1982, 1987 e 1988. Na segunda passagem, integrou os times campeões estaduais de 1992 e 1993. Com 408 jogos e 49 gols pelo clube, eternizou a camisa 8 antes de outro ídolo, Juninho Pernambucano, vesti-la.
O Pequeno Príncipe ainda faria carreira de destaque nas categorias de base e na seleção brasileira principal. Disputou os Mundiais sub-20 de 1981 e 1983. No segundo, foi campeão, artilheiro (6 gols) e autor do gol da vitória na final contra a Argentina (1 a 0), em time que tinha também nomes como Bebeto, Mauricinho, Jorginho e Dunga.
Cinco anos depois, já com 25 anos, foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em time com Taffarel, Romário, Bebeto e Careca. Ainda integrou o elenco campeão da Copa América de 1989, no Brasil.
Retorno – Entre as curtas passagens pelo futebol estrangeiro (México, Alemanha e Itália), destaca-se a experiência de Geovani no Bologna, da Itália. Por lá, fez 27 jogos e marcou dois gols, mas se tornou um jogador querido pela torcida, a ponto de ser convidado a eventos do clube.
Já nos últimos anos de carreira, rodou por clubes de menor expressão, muitos deles do Espírito Santo. Um dos maiores talentos já revelados no estado, atuou pelos capixabas Rio Branco (duas vezes), Desportiva (em mais duas passagens), Serra, Tupy e Vilavelhense. Encerrou a carreira em 2002, aos 38 anos.
Fora dos campos, foi deputado estadual pelo Espírito Santo entre 2002 e 2006 e chegou a ser assessor parlamentar do governo no ano seguinte. Desde então, vinha participando de projetos e eventos relacionados ao esporte no seu estado. A reportagem é do Extra. (Foto: Redes sociais)