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Nacional

Lula batiza primeiro caça Gripen produzido no Brasil

Entrega representa novo capítulo para aviação nacional

25/03/2026 14:09:58

O primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil foi apresentado nesta quarta-feira (25) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia de batismo da aeronave supersônica, produzida pela Embraer e pela empresa sueca Saab, ocorreu no Aeródromo Embraer Unidade Gavião Peixoto, em São Paulo.

De acordo com o Planalto, a produção da aeronave em território nacional representa um marco que insere o Brasil em "um seleto grupo de nações" com capacidade para desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade – algo inédito na América Latina. Durante a visita, Lula foi apresentado também ao carro-voador eVTOL. Esse protótipo de veículo aéreo 100% elétrico, que decola e pousa verticalmente, foi desenvolvido por uma empresa subsidiária da Embraer, a Eve Air Mobility.

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o desenvolvimento do caça F-39 Gripen no Brasil trará uma série de vantagens para o país. O aparelho fortalecerá a soberania aérea, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros e impulsionando a Base Industrial de Defesa (BID), uma vez que o contrato prevê transferência de tecnologia e qualificação de profissionais brasileiros

Segundo a FAB, muitos empregos serão gerados a partir desse projeto que integra a indústria nacional à cadeia global do setor. O programa já gerou mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin lembrou que o governo federal disponibilizou, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), R$ 108 bilhões para projetos com foco em inovação. “Quem domina tecnologia domina o futuro”, disse Alckmin, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. “A indústria de defesa é um seguro para a soberania nacional, além de vanguarda do desenvolvimento industrial”, complementou.

O ministro da Defesa, José Múcio, destacou, entre as vantagens de se produzir o caça no Brasil, o acesso às tecnologias de ponta, o que, segundo ele, impacta de forma positiva a indústria nacional. “Ao investir em defesa, nossa indústria registra um marco de amadurecimento e competência, permitindo ao Brasil se posicionar como o maior polo produtor da América Latina. Consolidará também nosso poder dissuasório, ampliando a capacidade de garantir a soberania nacional e a segurança regional”, discursou o ministro. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

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