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Nacional

Ex-governador de Goiás morre com Covid-19 após 3 dias esperando vaga em UTI

Em SP, jovem de 22 é o primeiro a morrer também por falta de vagas

18/03/2021 10:36:24

O ex-governador de Goiás Helenês Cândido, de 86 anos, morreu de Covid-19, na noite da quarta-feira (17), quando estava sendo transferido de ambulância do hospital em que estava internado para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Caldas Novas, na região sul de Goiás. Segundo a família, ele aguardava pela vaga há três dias.

Um advogado amigo de Helenês contou que o ex-governador testou positivo para a Covid-19 no início de março, junto com a esposa, Lila Morais. Assim que diagnosticados, os dois foram internados em um hospital particular em Goiânia. Após uma semana, apresentaram melhora, receberam alta e voltaram para Morrinhos, cidade onde reside a família.

Porém, na última sexta-feira (12), o ex-governador voltou a apresentar sintomas e precisou ser internado em um hospital da cidade. Por apresentar piora, no dia seguinte, foi entubado e transferido para uma semi-UTI no Hospital de Campanha (HCamp) em Santa Helena de Goiás.

No último domingo (14), o quadro de Helenês se agravou. Desde então, precisava ser transferido para uma UTI completa, com suporte para hemodiálise. Porém, a vaga só foi disponibilizada na tarde da quarta-feira, no Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida, em Caldas Novas, a 265 km de distância. Ele morreu durante a transferência.

SÃO PAULO – O prefeito Bruno Covas (PSDB) confirmou a primeira morte – de um jovem de 22 anos – por falta de leito de UTI na cidade de São Paulo e que a prefeitura deverá anunciar nesta quinta (18) a antecipação de feriados para tentar conter a pandemia. No entanto, ele descartou decretar um lockdown na capital paulista.

"Se a gente conseguir 15 dias que as pessoas consigam voltar aos índices de isolamento do início da pandemia, a gente já consegue uma melhora na quantidade de casos e internações. Precisamos desse prazo de 15 dias que os especialistas da vigilância apontaram para conseguir colocar a curva para baixo e atender todo mundo na cidade", completou.

Em julho do ano passado, a prefeitura antecipou os feriados de Corpus Christi e o da Consciência Negra para frear o avanço de casos de Covid à época. Segundo o prefeito, a capital paulista não tem efetivo de segurança para implementar medidas restritivas mais rígidas.

"No município é inviável decretar lockdown. A gente tem mil guardas [municipais]. É inviável fiscalizar se as pessoas estão saindo de casa com mil guardas", afirmou.

No estado de São Paulo, ao menos 79 pessoas com Covid-19 ou suspeita morreram na fila por um leito de UTI. A explosão de casos em São Paulo atinge também a rede privada da capital. Nesta semana, hospitais particulares pediram 30 leitos do SUS à Secretária Municipal da Saúde, algo inédito no estado, de acordo com o secretário de Saúde do município, Edson Aparecido. (Foto: Assembleia Legislativa de Goiás)

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