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Economia

CSN vai vender ativos para reduzir dívida

Siderúrgica avalia a venda do controle da CSN Cimentos

15/01/2026 16:39:42

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou nesta quinta-feira (15) que vai implementar ainda neste ano um projeto de venda de ativos do grupo com o objetivo de equacionar sua estrutura de capital. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirmou que pretende reduzir o endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões – o total chega a R$ 37,5 bilhões.

As vendas de participação nos ativos estarão sujeitas a condições usuais em transações similares, incluindo a obtenção de aprovações legais, concorrenciais e regulatórias, além de outras condições que poderão constar nos documentos definitivos das operações. Segundo a CSN, a estratégia tem como objetivo permitir a concentração da companhia em segmentos de maior rentabilidade, crescimento e sinergias.

“As alienações de ativos fazem parte de uma estratégia da administração que pretende alcançar o potencial de, em até oito anos, dobrar o Ebitda da CSN e atingir uma alavancagem sustentável em torno de 1 vez a sua relação dívida líquida/Ebitda”, informou a empresa.

Dentro do projeto, a siderúrgica avalia a venda do controle da CSN Cimentos e de uma participação relevante na CSN Infraestrutura, ainda em 2026. De acordo com a empresa, assessores financeiros já foram contratados. A expectativa é lançar os ativos à venda ainda neste mês de janeiro, com a possibilidade de assinatura de acordos vinculantes entre o terceiro e o quarto trimestres.

No comunicado, a companhia se comprometeu a manter seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados acerca dos eventuais desdobramentos relevantes relacionados a esses projetos. Segundo a apresentação divulgada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a expectativa é que esses processos sejam concluídos até o fim deste ano, tendo a empresa já colocado no mercado os ativos. No comunicado, a companhia diz que obteve aprovação do conselho para iniciar em 2026 os movimentos estratégicos necessários para equacionar em definitivo a estrutura de capital do grupo, abrindo caminho “para um novo ciclo de crescimento”. (Foto: Divulgação)

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