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Polícia

Criminosos sabotam provedores e deixam centenas sem internet em BM

17/06/2024 17:07:52

Empresas que prestam serviços como provedores de internet em Barra Mansa foram alvo, na madrugada desta segunda-feira (17), de sabotagem de criminosos. Cabos de diversas empresas foram cortados, deixando centenas de clientes – chega a quase 500 o número estimado – sem o sinal, quase todos residentes nos bairros Bocaininha, Colônia Santo Antônio e Siderlândia, mas também o distrito de Rialto foi afetado.

O fato foi confirmado ao FOCO REGIONAL pelo advogado de três empresas – sendo que duas representadas por ele estão entre as prejudicadas. Ele pediu para não ser identificado. No momento desta publicação, apesar dos riscos, equipes estavam trabalhando para restabelecer o serviço.

Dois registros foram feitos à tarde na delegacia de Barra Mansa. Em um deles, a empresa informou que o serviço foi interrompido às 3h57min da madrugada. A outra detectou a interrupção às 4h14min.

Criminosos sabotam provedores e deixam centenas sem internet em Barra Mansa

O ato criminoso, no entanto, pode ter afetado pelo menos outras sete empresas, inclusive grandes operadoras. Até a fibra que liga os bairros com o cabeamento na Via Dutra foi cortado.

Em abril, uma empresa teve o carro queimado no bairro Vila Ursulino depois de dois funcionários serem rendidos por dois homens armados e encapuzados. Os trabalhadores foram obrigados a interromper a instalação de cabos que faziam e chegaram ser levados para uma área de mata, mas conseguiram fugir num momento de distração dos bandidos, se abrigando em uma casa, onde não foram descobertos, até a chegada da Polícia Militar.

No final do mês passado, a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir 16 mandados de busca e apreensão resultantes das investigações sobre este tipo de extorsão. No entanto, isso não arrefeceu os criminosos, que fazem ameaças a moradores e até mesmo a responsáveis pelas empresas. “Eles exigem dinheiro e até cesta básica”, disse o advogado das empresas, confirmando que a prática, “que começou na Vila Ursulino, está se alastrando”. Ainda segundo ele, além dos prejuízos causados às empresas e clientes, há o temor dos funcionários de trabalharem nas ruas dos bairros de onde partem as extorsões. “Quem não está aceitando fazer negociação com o poder paralelo está sofrendo as consequências. Se não houver uma atitude, vamos virar o Rio de Janeiro”, disse o advogado, se referindo às práticas das milícias em comunidades da capital.

A Polícia Civil de Barra Mansa disse que, depois da operação realizada em maio, as investigações continuam, a partir dos mandados cumpridos. Porém, não foram revelados detalhes. (Fotos: Divulgação)

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