Nacional
Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde
Em 12 meses, setor cresce 1,8%, mostra IBGE
13/05/2026 12:20:12
O dólar mais baixo impulsionou as vendas de produtos importados e contribuiu para o comércio brasileiro crescer 0,5% na passagem de fevereiro para março. Esse desempenho – terceira alta seguida – fez o setor alcançar seu maior patamar. Na comparação com março do ano passado, o comércio avançou 4%. Já no acumulado de 12 meses, há expansão de 1,8%.
As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O analista da pesquisa, Cristiano Santos, ressalta que desde outubro de 2025 o setor apresenta tendência de alta.
Dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram alta na comparação mês a mês. A maior alta foi no grupo “Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação”: 5,7%. O especialista explica que o crescimento nesta atividade está relacionado ao comportamento do dólar, que se desvalorizou em relação ao real e fez com que produtos importados ficassem mais baratos. Em março, o valor médio da moeda américa era R$ 5,23. Um ano antes, R$ 5,75.
“As empresas aproveitam para compor estoque com a redução do dólar e, depois, em momentos oportunos, fazem promoções. O mês de março foi importante por causa dessas promoções. Equipamentos de informática têm essa característica de ligação com o dólar”, disse Santos.
Ele ressalta que a atividade de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9%, mesmo com aumento de preço dos combustíveis, provocado pela guerra no Oriente Médio. “A
O analista apontou que o recuo de 1,4% na atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo - que responde por mais da metade do setor de comércio - pode ser explicado pela inflação, que desestimulou o consumo no período. Mas ele pondera que o resultado negativo dos supermercados em março não representa trajetória de regressão, uma vez que a atividade cresceu 0,3% em janeiro e 1,4% em março. (Foto: Agência Brasil)