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Carnaval: a voz do Bloco da Vida
João Felipe completa 15 anos como intérprete da agremiação
05/02/2026 18:38:43
(*) A história do Bloco da Vida, de Volta Redonda – maior agremiação carnavalesca do Brasil integrada por idosos – se confunde com a trajetória de dedicação, sensibilidade e amor ao samba de João Felipe, intérprete oficial e compositor que, há anos, dá voz às emoções, às memórias e à vitalidade dos componentes do bloco. Apaixonado pelo Carnaval desde a infância, quando acompanhava os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro pela televisão, João Felipe iniciou sua caminhada no samba em 2007, participando do Bloco Carnavalesco Unido de Santo Agostinho.
Tocando tamborim e se envolvendo com o movimento cultural do bairro, ele logo passou a se destacar pela musicalidade e pelo carisma. Em 2008, participou pela primeira vez de um concurso de samba-enredo do Bloco da Vida como intérprete.
O talento chamou atenção e abriu caminho para uma relação que se fortaleceria ao longo dos anos. “O samba sempre fez parte da minha vida. Comecei pequeno, tentando imitar os intérpretes que via na televisão, e hoje tenho a honra de cantar para um bloco que representa alegria, saúde e amor à vida”, destaca João Felipe.
A partir daquele ano, passou a compor sambas, vencer concursos e se consolidar também como compositor. Em sua trajetória, ajudou a fundar o Bloco Carnavalesco Império da Águia, conquistou prêmios como melhor intérprete do Carnaval de Volta Redonda e, em 2011, venceu o concurso de samba do Bloco da Vida com o enredo “Faça-se a Luz”, o que o credenciou para assumir oficialmente o microfone.
Referências – Desde então, João Felipe se tornou uma das principais referências do Carnaval da cidade. Em 2026, ele completa 15 anos à frente do carro de som do Bloco da Vida, vivendo um momento especial também como compositor oficial do samba-enredo, missão que assume com orgulho e responsabilidade.
Para ele, compor para o Bloco da Vida exige sensibilidade e respeito à história de cada componente. “Um samba feito para a melhor idade precisa ser pensado com vitalidade, energia e alegria. Eu penso no sorriso, na trajetória de vida de cada um, em tudo o que essas pessoas representam. O Bloco da Vida leva alegria de viver e isso é muito forte”, afirma.
O intérprete também reforça o papel social do bloco e a importância da renovação a cada Carnaval. “Cada ano é um enredo novo, uma história diferente, mas o sorriso e a energia são sempre os mesmos. Essa é a magia do Carnaval: se reinventar sem perder a essência”, completa.
Para o coordenador do Bloco da Vida, Ricardo Ballarini, a presença de João Felipe é fundamental para o sucesso e a identidade do projeto. “O João traduz em música tudo aquilo que o Bloco da Vida representa. Ele canta com respeito, emoção e verdade, valorizando nossos idosos e fortalecendo o Carnaval como instrumento de inclusão, convivência e alegria”, ressalta.
Em 2026, o Bloco da Vida leva para a avenida o enredo “Baile de Máscaras”, que percorre a história desse artefato milenar pelas civilizações, celebrando cultura, identidade e liberdade de expressão. Mais uma vez, a voz de João Felipe será o fio condutor de um desfile que promete emocionar componentes e público.
Ao falar sobre o legado que deseja deixar, o músico resume sua missão: “Quero deixar um legado de amor ao samba, de respeito às pessoas e à Melhor Idade. Que venham outros intérpretes no futuro, com a mesma paixão, para que o samba e o Bloco da Vida nunca deixem de existir”.
Para o prefeito Antonio Francisco Neto, o Bloco da Vida é um convite permanente à participação e à celebração da vida. “O Bloco da Vida é um orgulho para Volta Redonda. Ele representa saúde, convivência, inclusão e alegria. Convido todas as pessoas da melhor idade a participarem, a se inscreverem e viverem essa experiência única, que é desfilar e celebrar a vida no nosso Carnaval”, destacou Neto.
Como participar – O Bloco da Vida é formado por foliões com 55 anos ou mais, em sua maioria participantes de projetos voltados a idosos desenvolvidos pela prefeitura de Volta Redonda, por meio das secretarias municipais de Esporte e Lazer (Smel) e de Assistência Social (Smas), além da Fundação Educacional de Volta Redonda (Fevre), através da Academia da Vida Oscar Cardoso.
Os interessados precisam estar vinculados aos projetos voltados para idosos que promovem atividades físicas, culturais e de convivência ao longo do ano. As inscrições devem ser realizadas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nos polos de atividades da Smel espalhados por toda a cidade. (Foto: Divulgação / Adriana Cópio)
(*) Reportagem produzida pela Secretaria de Comunicação Social da prefeitura de Volta Redonda