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Internacional

Brasileira morre tentando entrar ilegalmente nos EUA

Deixada por amigos, ela não resistiu à fome

17/09/2021 15:01:01

A brasileira Lenilda dos Santos, de 50 anos, foi encontrada morta por patrulheiros norte-americanos na última quarta-feira (15), no deserto de Deming, no Novo México. Ela tentava adentrar os Estados Unidos ilegalmente, mas sentiu-se mal, foi abandonada e não resistiu à fome e à sede. Segundo o jornal O Globo, ela tentava atravessar a fronteira com o México com três amigos de infância, além do “coiote” (pessoa contratada como guia), mas foi deixada para trás.

“Não se faz isso nem com cachorro, como é modo de falar. Quero dizer, não se pode maltratar animais, então como que se larga um ser humano no deserto sem comida, sem água?”, questionou ao jornal o irmão de Lenilda, Leci Pereira. “Você não tem noção da dor que é isso. É muito difícil”.

Lenilda e o grupo estavam em uma região de muito calor. Após horas caminhando e já sem água, a mulher não aguentou e se descolou dos colegas, que prometeram voltar para resgatá-la. A técnica de enfermagem compartilhava a localização e comunicava-se com a família por um celular. Após um dia abandonada, chegou a ligar para um dos integrantes do grupo pedindo mais água e ouviu, novamente, a promessa do retorno.

Sem nenhuma atitude dos amigos, a família começou a procurar ajuda de brasileiros nos EUA e conseguiu contato com Kleber Vilanova, que reside em Ohio e possui negócio relacionado a imigração. Segundo ele, os amigos de Lenilda não chamaram resgate para a mulher por medo de serem presos.

“As pessoas com quem ela estava viajando pensaram nelas próprias”, disse ao O Globo. “Ela começou a ficar desidratada, a passar muito mal e não conseguiria continuar. O que aconteceu foi que os supostos amigos dela, junto com o ‘coiote’, simplesmente a abandonaram lá. Ela ficou sozinha no meio do deserto, e eles continuaram a caminhada”.

A família começou a se desesperar no momento em que Lenilda deixou de responder às e sua localização no mapa não mudava. Técnica de enfermagem, ele ia tentar a vida nos Estados Unidos depois do divórcio. Lenilda deixou duas filhas. (Foto: Reprodução)

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