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Nacional

Arquivos da Manchete são arrematados em leilão

Compradores levaram fitas analógicas contendo programas e novelas

15/10/2021 11:36:14

A marca da Rede Manchete e o arquivo de mais de 25 mil fitas da emissora, que encerrou suas atividades em 1999, foram arrematados por R$ 500,5 mil em leilão online. A identidade dos arrematantes não foi divulgada. Um mesmo usuário adquiriu tanto as fitas de telenovelas como também a marca da Manchete.

O leilão foi dividido entre três lotes: a marca da extinta emissora, registrada no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), o arquivo de fitas de telenovelas e minisséries e outro arquivo com fitas de programas diversos, como jornalísticos e infantis.

Avaliado inicialmente em R$ 3 milhões, o arquivo de fitas de telenovelas saiu por R$ 240 mil. A marca "TV Manchete", que estava avaliada em R$ 124,1 mil, foi arrematada por R$ 200,5 mil. Já o arquivo de programas diversos, antes avaliado em R$ 626 mil, foi arrematado pelo lance mínimo, de R$ 60 mil.

O passivo da Manchete é estimado em pelo menos R$ 115,7 milhões - a conta inclui apenas os credores que se habilitaram no processo de massa falida da empresa, que começou em 2002. O valor deve servir para pagamento de uma parcela de créditos trabalhistas de ex-funcionários da Manchete que estão habilitados na massa falida da emissora carioca.

Para especialistas em história da televisão, os arquivos de fitas arrematados nesta quinta possuem valor histórico "inestimável". Os arrematantes levaram mais de 25 mil volumes de fitas analógicas contendo programas como Documento Especial e Bar Academia, jornalísticos e novelas como Pantanal, Dona Beija, A História de Ana Raio e Zé Trovão e Kananga do Japão. Novelas exibidas pela Manchete após 1995, como Xica da Silva e Tocaia Grande, não foram arrematadas no leilão desta quinta-feira porque pertencem à outra empresa do Grupo Bloch, a Bloch Som e Imagem, uma das poucas empresas que sobreviveu à queda do conglomerado.

O arquivo de imagens da Manchete foi a leilão em outras oportunidades, sempre sem interessados.

FALÊNCIA – Projeto milionário do gráfico Adolpho Bloch, a Rede Manchete foi fundada em 1983 para ser o espelho televisivo da Bloch Editores, que publicou revistas como Manchete, Amiga e Ele & Ela. A empresa faliu em 2000.

Apesar de vários sucessos no campo artístico, a emissora acumulou problemas administrativos e dívidas crescentes desde que nasceu. No período em que esteve no ar, a Manchete chegou a ser vendida e retomada pela família Bloch em duas oportunidades, agravando a situação do canal.

Quando encerrou suas atividades, em maio de 1999, devia mais de seis meses de salários a mais de 1,5 mil funcionários, além de um grande passivo trabalhista e fiscal. As concessões da Manchete foram transferidas para a Rede TV!. Durante as negociações com Dallevo e Carvalho, a empresa TV Manchete - equipamentos, arquivo de fitas e passivos - foi vendida à Hesed Participações, do empresário Fábio Saboya, que esperava renegociar dívidas e vender debêntures no mercado. O projeto não deu certo e a Manchete faliu. A reportagem é do jornal Estado de S. Paulo. (Foto: Reprodução)

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