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Vereadora paranaense forjou sequestro, segundo polícia
03/01/2013 09:06:46A vereadora de Ponta Grossa, Paraná, Ana Maria Branco de Holleben (PT), que desapareceu no dia 1º de janeiro, forjou o próprio sequestro, segundo a Polícia Civil. Ela recebeu ordem de prisão depois que se apresentou na Santa Casa de Misericórdia da cidade, na tarde da quarta-feira, e será detida assim que receber alta médica.
Segundo o delegado Luiz Alberto Cartaxo, a falsa comunicação de sequestro teve motivação política, para que ela evitasse votar na eleição para a presidência da Câmara Municipal de Ponta Grossa. “O que se conclui nesse momento é que não houve sequestro, mas uma simulação”, afirmou o delegado.
Além de Ana Maria, estão indiciados Indalécio Valverde da Silva, motorista da vereadora; Adauto Valverde da Silva, irmão dele; Suzicléia da Silva, esposa de Indalécio; e Reginaldo Nascimento. Os três primeiros estão presos e Adauto está foragido. Todos, inclusive a vereadora, foram indiciados pelos crimes de falsa comunicação de crime, fraude processual e formação de quadrilha.
Segundo o delegado Cartaxo, a intenção da vereadora era criar uma justificativa para não votar na eleição do presidente da Câmara Municipal. “A intenção era que fosse uma ação rápida. Eleito o presidente, ela reapareceria. Só que a notícia do sequestro correu rápido, a eleição na Câmara foi suspensa e a situação saiu do controle dela, com a entrada da polícia no caso. Então ele foi aconselhada a se apresentar num hospital”, disse Cartaxo.
Por causa do suposto sequestro, os demais vereadores de Ponta Grossa decidiram suspender a sessão que elegeria a nova Mesa Diretora da Câmara, em solidariedade à colega.