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Política

Servidores rejeitam plano e mantêm greve em VR

07/03/2013 20:24:03

Os servidores da prefeitura de Volta Redonda decidiram, em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, na Praça Sávio Gama, no Aterrado, manter a greve iniciada na no último dia 27. Eles recusaram o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) proposto elo governo, que passaria a ser denominado Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), pois junta todos os benefícios pagos aos trabalhadores do município para estabelecer a tabela de enquadramento. O plano foi apresentado ela manhã, pelo prefeito Antônio Francisco Neto, aos sindicatos que representam a categoria.

Na assembleia, ficou decidido que nesta sexta-feira eles vão se concentrar a partir das 14 horas em frente ao Ministério Público, vestindo roupas pretas – para simbolizar luto – ou de mendigo, para demonstrar os baixos salários de que reclamam. Um documento com o nome dos funcionários será preenchido para ser entregue aos promotores pedindo o cumprimento dos planos aprovados em 1995 (m para os professores e outro para as demais categorias).

A coordenadora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), Maria das Dores Motta, a Dodora, disse que a proposta do governo “não é um plano, mas uma tabela que zero tudo”, explicando que o PCCR incorpora no vencimento, no caso dos professores, o ATS (Adicional por Tempo de Serviço), gratificação social, cesta básica e regência de turma, “transformando tudo isso em remuneração”.

A tabela, disse ainda Dodora, acaba com a referência de 5% de dois em dois anos e cria um percentual de 4% de três em três anos, por mérito, para 20% da categoria. “Somos absolutamente contra a meritocracia. Educação não é mercadoria, escola não é fábrica”, disse ela.

O vice-presidente do Sindicato do Funcionalismo, Dinaldo Saulo das Neves, disse que a instituição está buscando ajuda de órgãos técnicos, como o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para “se posicionar melhor”.

- Inicialmente, no entanto, entendemos que não há avanços. Por isso continuamos com a greve até a apresentação de uma proposta que se aproxime mais do PCCS aprovado em 1995”, disse o sindicalista. “Se a cidade está em dificuldades financeiras, não é culpa do funcionalismo. Além disso, a lei deve ser cumprida”.

Durante a assembleia, foi informado que 30 fiscais de renda do município aderiram ao movimento, que atinge, principalmente a Educação. O próprio governo admite que a greve no setor afeta entre 60% e 70% das escolas, incluindo as da Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda).

Amanhã, às 14h, os manifestantes irão se reunir em frente ao Ministério Público, com trajes de mendigo ou de roupas pretas. Eles devem preencher um requerimento em forma de formulário, exigindo o cumprimento da lei do PCCS, de 1995. A próxima assembleia será na terça-feira.

Nesta sexta, às 9 horas, o prefeito Antônio Francisco Neto vai receber os vereadores para explicar o PCCR e os motivos que impedem o governo de aplicar o plano aprovado há quase duas décadas. Na sessão desta quinta-feira na Câmara, entretanto, alguns vereadores, pelo menos dois vereadores deixaram claro que não vão comparecer: Paulo Baltazar (PRB) disse que está impedindo porque estará cumprindo plantão (ele é medico). “Se não estivesse ou fosse a reunião outro dia, eu iria”, disse o vereador, que é um dos principais inimigos do governo.

Maurício Batista (PTN) alegou que não irá porque defende que o plano de 1995 seja cumprido. O vereador, em pronunciamento da tribuna, promete protocolar na próxima terça-feira um pedido de impeachment do prefeito pelo não cumprimento das duas leis municipais que implantaram o PCCS. 

  

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