Política
Servidores em greve decidem manter paralisação
05/03/2013 20:28:55Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, em frente ao palácio 17 de Julho, os professores da rede municipal de Educação, da Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda) e da Secretaria de Obras decidiram manter a paralisação iniciada na semana passada. A decisão foi de permanecer de braços cruzados até que o governo apresente o novo PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários). Havia expectativa de que o governo apresentasse o projeto nesta terça-feira, o que não aconteceu.
Logo pela manhã, houve uma tentativa de paralisar os serviços de campo do Saae, mas cerca de 30 trabalhadores da autarquia decidiram, em assembleia, não aderir ao movimento.
Depois da assembleia em frente à sede da prefeitura, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do Aterrado. Nesta quarta-feira, eles voltarão a se concentrar diante da sede do governo, partir das 9 horas, saindo em seguida para uma passeata até a sede do Ministério Público. À tarde, haverá concentração às 15 horas na Praça Juarez Antunes, na Vila. “Depois, faremos uma passeata também pelas ruas do bairro, para levar informações à população”, disse a coordenadora do Sepe, Maria das Dores Motta, a Dodora.
Na Câmara – Na noite desta terça-feira, os funcionários em greve voltaram a ocupar as cadeiras da Câmara Municipal, durante a sessão ordinária. Com faixas e cartazes, eles ouviram discursos de apoio de vários vereadores, mas também bate-boca entre eles. Dinho (PSC) reclamou de Baltazar (PRB), a quem acusou de estar “fazendo palanque” sobre os demais. O vereador disse que os funcionários precisam de solução. “É muito fácil fazer discurso sobre as necessidades dos outros”, afirmou Dinho. Baltazar rebateu: “Não estou fazendo palanque, estou fazendo política”.
Na sessão foram aprovados por unanimidade dois requerimentos do vereador Maurício Batista (PTN), um deles criando uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar o pagamento de GID (Gratificação de Incentivo por Desempenho), ano passado, na Secretaria de Saúde de Volta Redonda. O fato resultou num inquérito administrativo na prefeitura, que resultou em demissões de servidores envolvidos. O outro requerimento, também aprovado com o voto da bancada governista, cobra do Ministério Público informações pelo fato de o prefeito Antônio Francisco Neto não estar cumprindo as duas leis aprovadas em 1995, que criaram os planos de cargos e salários dos professores e dos demais servidores.