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Economia

Reunião com CSN desaponta sindicato

03/07/2012 18:31:40

Quatro horas de reunião entre o meio da manhã e o meio da tarde desta terça-feira, em São Paulo, não foram suficientes para a CSN e o Sindicato dos Metalúrgicos se entenderem a respeito das negociações do acordo coletivo. Pelo contrário. Segundo o presidente do sindicato, Renato Soares, a empresa apenas insistiu para que seja colocada em votação uma segunda opção de acordo que o sindicato, no último dia 15, se recusou a levar para votação dos trabalhadores. A oferta consiste em INPC integral retroativo a 1º de maio, aumento real de 1% a partir de janeiro de 2013, 10% de reajuste no vale alimentação e R$ 250,00 de crédito extra no cartão alimentação em junho e outro crédito extra, no mesmo valor, em dezembro.

A primeira opção, que o sindicato levou a votação, foi recusada por mais de 80% dos votos: reajuste pelo INPC e 1% de aumento real a partir de junho, 10% de correção no vale alimentação,  e crédito extra de R$ 300,00 no cartão alimentação em dezembro.

A reunião desta terça em São Paulo teve a participação de Renato Soares e do diretor de Finanças, Edmilson Alvarenga, pelo sindicato, enquanto pela CSN participaram Marcelo Behar, diretor de Relações Institucionais da CSN, a diretora de Recursos Humanos, Antídia Juncal, e o diretor de Produção da Usina Presidente Vargas, Enéas Diniz. “Fiquei muito decepcionado. Se soubesse que eles iriam insistir neste assunto, não precisava ter me deslocado até São Paulo”, afirmou Renato, no início da noite, ao FOCO REGIONAL, depois de participar de uma reunião também com a direção da Força Sindical. Segundo o sindicalista, o ato de mobilização e esclarecimento que estava programado para quinta-feira, às 6 horas, na Passagem Superior, foi transferido para sexta, no mesmo horário.

- A CSN insiste que a proposta recusada na mesa seja levada a votação alegando que foi aprovada em Congonhas (MG) e no Porto de Sepetiba (RJ). Em Arcos (MG), há um item no estatuto do sindicato de lá que é possível que os trabalhadores peçam uma assembleia com dois terços da categoria e eles vão realizar uma na noite desta terça-feira para colocar em votação nesta quarta. Como é que 94% dos empregados rejeitam uma proposta e depois pedem para coloca-la em votação? Só pode ser pressão sobre os funcionários – questiona Renato.

Ele disse ainda que, na reunião, a CSN voltou a alegar o cenário econômico para justificar a insistência em conceder aumento real fora da data base dos trabalhadores, que é 1º de maio. Depois de lembrar que todas as empresas, inclusive as de menor porte, deram aumento real na data de vencimento do contrato coletivo de trabalho, ele afirmou estar percebendo uma tentativa da companhia de isolar o sindicato de Volta Redonda. “Por que só a CSN quer fazer diferente? Na verdade, quer criar a imagem de que o nosso sindicato é intransigente, mas nesta reunião até flexibilizamos alguma coisa. Porém, só o nosso lado anda, o deles não avança nada. Eles é que se mostram intransigentes e irredutíveis, sem interesse em resolver o impasse. Qualquer coisa que houver daqui por diante será de responsabilidade da CSN”, disse o sindicalista.

Ainda sobre a CSN, a CBS Previdência – cujo principal patrocinador é a siderúrgica – enviou nota à imprensa nesta terça-feira informando que Antídia Juncal não faz mais parte da direção do fundo de pensão dos trabalhadores. Ela era diretora de Administração e Seguridade, sendo substituída por Sérgio Martins Gouveia. 

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