Política
Prefeito de Sapucaia diz que não deixará cargo
13/10/2012 11:04:13Afastado por uma comissão da Câmara Municipal de Sapucaia, o prefeito reeleito da cidade, Anderson Zanon (PSD), em nota divulgada por sua assessoria de imprensa afirma que não reconhece a legitimidade do grupo que o afastou do cargo de chefe do Executivo por 60 dias. A decisão foi tomada, na última segunda-feira, pelos vereadores da cidade.
Uma comissão do Legislativo abriu inquérito para investigar o prefeito, suspeito de improbidade administrativa por ter falsificado documentos que permitiram um saque dos cofres públicos. Ele teria falsificado uma mensagem enviada à Câmara em 2010, na qual autorizava o município a usar 60% da verba orçamentária. No texto original da mensagem, aprovado pela Câmara, está escrito que a prefeitura poderia usar “até” 30% do total do orçamento, enquanto que na publicação fraudada o termo usado foi “mais” 30%, um acréscimo de quase R$ 11 milhões.
Zanon se defendeu da acusação, alegando que nunca houve fraude nos documentos. Disse que um processo de impeachment a três meses do fim de sua gestão é descabido. Na nota, ele declara que não se afastará do cargo. E classifica a decisão da Câmara como uma perseguição política contra ele.
“Zanon disse que não reconhece a legitimidade da Casa de Leis para afastá-lo do cargo majoritário conquistado pelo sufrágio direto e secreto nas eleições de 2008, que o acusa ainda de falsificar documento público para garantir aprovação de suas contas junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ)” diz a nota.
Zanon afirmou que não é contra as investigações, mas que não pode ser afastado sem provas. Segundo ele, as medidas tomadas pelo Legislativo local são “baseadas em ilações, fruto de desavença política com vereadores derrotados nas urnas nas últimas eleições, que se tornaram desafetos”. Para ele, seu direito de ampla defesa está sendo negado.
Segundo o prefeito, pelo menos cinco vereadores que não se reelegeram na última eleição estariam trabalhando contra ele, por vingança.
Na próxima segunda-feira, a Câmara Municipal se reunirá para votar as contas da prefeitura referentes a 2010. Caso sejam reprovadas, ele pode se tornar inelegível e até perder o mandato. As informações são de O Globo. (Foto: Jamapara.com.br)