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Polícia

Polícia de VR leva Teia Invisível às ruas

09/05/2013 13:04:01

Prestes a completar um ano de sua implantação, com a finalidade de receber denúncias anônimas da população pelo telefone 197, o projeto Teia Invisível, da delegacia de Polícia Civil de Volta Redonda foi para as ruas na manhã desta quinta-feira. O objetivo foi averiguar denúncias recebidas neste período, principalmente de tráfico de drogas.

Concentrada no Edifício Redondo, localizado na Avenida Integração, no lugar conhecido como “Baixo Aterrado”, a operação visou, porém, a prostituição, diante das informações recebidas de que pelo menos sete apartamentos estariam recebendo menores para programas sexuais. Duas mulheres e quatro travestis foram conduzidos à delegacia para prestar informações. Dois rapazes que estavam deixando o prédio também foram levados à delegacia.

A ação chefiada pelos delegados Antônio Furtado e Márcio Figueroa contou com 20 policiais, quatro guardas municipais e dois conselheiros tutelares. No apartamento de uma prostituta, no segundo andar do prédio, chamou a atenção documentos e cartões de crédito de um homem. A mulher que se encontrava no local afirmou, inicialmente, que os pertences seriam de seu irmão. Indagada pelo delegado Furtado porque o nome da mãe dela não era o mesmo que constava nos documentos do homem, ela mudou a versão, dizendo que era seu irmão de criação. Depois, alegou que eram de um cliente que estaria lhe devendo R$ 1,4 mil.

- Recebemos denúncias de que menores, inclusive uniformizadas, estariam sendo trazidas aos apartamentos deste prédio para fazer programas nos horários de aula – disse o delegado.

Segundo o conselheiro Claudinei Evangelista, um vídeo comprovando a denúncia foi enviado anonimamente ao órgão, mas o arquivo não abriu. “A pessoa que fez a denúncia informou que a encaminhou também ao Ministério Público”, afirmou o conselheiro.

Segundo o delegado, a operação – que vai ter prosseguimento – visa a dar uma resposta às pessoas que têm passado informações à polícia, a maioria relacionadas ao tráfico de drogas. “Temos recebido cerca de 20 denúncias por mês. Antes da implantação do projeto, a média era quatro. Esta operação não foi decidida pela polícia, mas sim pela população. É uma prestação de contas que estamos fazendo”, resumiu Furtado.

A mobilização policial causou muita curiosidade, já que o prédio fica ao lado do Restaurante Popular, onde era grande a fila quando os agentes chegaram. Comerciantes e profissionais liberais que tem seus negócios no prédio elogiaram a atuação da polícia. Uma comerciante saudou a presença dos agentes. “Isso está um horror”, disse a mulher, se referindo sobretudo à prostituição.

Cliente de prostituta reclama e cita CDC

Pouco depois que a polícia entrou num dos apartamentos, um ajudante geral de 43 anos bateu à porta e, a partir daí, descontraiu a operação.

- Pode entrar, o que o senhor veio fazer? – perguntou o delegado, que foi quem abriu a porta.

- Vim fazer sexo – disse o ajudante, que só então percebeu o distintivo do policial.

Com total sinceridade, ele acabou provocando risos ao dizer que as prostitutas infringem o Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Elas anunciam no jornal que são lindas, maravilhosas. Mas esta é feia pra cacete”, disse ele, que ao FOCO REGIONAL contou ser separado. Depois, admitiu que era a segunda vez que ia ao encontro da prostituta, já tendo frequentado outros no mesmo prédio. Ele informou que os preços cobrados são de R$ 80 por uma hora e R$ 50 por meia hora.

- Na primeira vez que eu vim não gostei do que vi, mas, como estava há muito tempo sem sexo e ela já tinha fechado a porta, acabei ficando - acrescentou o homem.

No apartamento, muito mal conservado, estavam sobre a cama algemas e outros objetos para “esquentar” a relação sexual, como vibrador e um pênis de borracha. Mas o que mais chamou a atenção foi uma máquina de cartão de crédito e débito, sem fio. Na porta, estava um adesivo com a bandeira dos cartões aceitas pela mulher.

  

  

  

 

 

 

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