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Estado

Mulher assassinada é enterrada em clima de consternação

29/09/2011 16:45:29

Atualizada às 12h15min - Em clima de consternação e revolta, foi enterrado no fim da manhã desta sexta-feira o corpo de Heloisa Helena Isabel, de 48 anos, morta a tiros pelo marido, o policial civil aposentado Raimundo Luciano Mendonça, de 59. O enterro aconteceu no Portal da Saudade.

A maioria dos parentes não quis dar entrevistas, mas um deles negou que tenha havido uma discussão acalorada do casal, na residência da família na Rua 4, no Conforto. No enterro, a filha de Luciano e Heloísa, Amanda, de 20 anos, se desesperou e gritou muito. Ontem, ela precisou de atendimento médico ao ver a mãe morta.

Heloisa foi assassinada por volta das 8h30minde ontem, em casa, com pelo menos dois tiros, um deles na nuca. Segundo a polícia, o marido alegou ter agido sob forte emoção, ao descobrir que estaria sendo traído por ela e depois de uma discussão.

Luciano, que se apresentou na delegacia logo depois do crime, passou a noite na carceragem provisória. Ele seria transferido ontem para Bangu 8, no Rio, mas esta transferência só deve ocorrer hoje. O policial entregou ao delegado Antônio Furtado a arma usada para matar Heloisa, uma pistola calibre 380.

Ontem, o policial passou mal e foi atendido na Clínica São Camilo, na Vila Santa Cecília. Ele pode ser condenado a até 30 anos de prisão, por homicídio qualificado, conforme foi indiciado.

Irmã teria confirmado relacionamento de Heloísa com outro homem

Segundo o delegado Antônio Furtado, Kátia Isabel, irmã da vítima, teria confirmado para ele, no local do crime, que Heloísa tinha um relacionamento extraconjugal. Os dois estavam juntos havia 22 anos e tinham uma filha, Amanda, de 20, que, assim como Kátia, se encontrava na casa quando o crime foi praticado. Antônio Furtado revelou que, após o assassinato, Luciano foi para o escritório de um advogado, no Aterrado, que preparou sua apresentação. O policial aposentado entregou a arma do crime, uma pistola calibre 380. “Ele tem porte de arma”, informou.

Luciano atirou na mulher por volta das 8h30min, numa sala onde fica o computador da residência. De acordo com o delegado, a vítima foi atingida com três tiros, na mão, no pescoço e na nuca, mas o perito criminal Alberto, do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, disse ter constatado apenas os tiros na nuca e na mão. Segundo o perito, o legista vai confirmar o número exato de disparos - entre os quatro efetuados - que atingiram Heloísa. Ela era funcionária da Fundação Beatriz Gama.

A filha do casal teve uma crise nervosa ao constatar que a mãe estava morta e precisou ser levada ao Hospital São João Batista para ser medicada. Ela voltou cerca de uma hora e meia depois, ainda muito nervosa. Em vários momentos, foi possível ouvir os gritos dela no interior da casa.

O corpo de Heloisa foi removido pelos bombeiros para o Instituto Médico Legal às 12h05min.

Irmão chama autor do homicídio de covarde

O motorista Nilo Sérgio Isabel, irmão de Heloísa Helena, esteve na delegacia no começo da tarde e classificou o ato de Luciano como “covardia”. Ele disse não saber detalhes da vítima íntima do casal. “Espero que a polícia aja como deve ser feito. Ele é um covarde”, desabafou o motorista.

 

Foto: Jornal Folha do Aço

Foto: Jornal Folha do Aço

 

 

 

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