Esporte
Hino do Flu depois de jogo no Raulino gera protesto do Voltaço
30/01/2012 17:23:16O presidente do Voltaço, Rogério Loureiro, protestou nesta segunda-feira, em seu blog, contra a execução do hino do Fluminense, no Estádio Raulino de Oliveira, onde a equipe carioca venceu o time da cidade do aço por 3 a 0. De acordo com o empresário, a derrota não foi humilhação, pois a equipe jogou “de igual para igual durante 70 minutos e por diversas vezes teve chances reais de abrir o marcador”.
- Humilhante foi ouvir o hino do Fluminense tocar no alto-falante do estádio ao fim do jogo, criando uma revolta em vários torcedores naquele momento e se estendendo para as redes sociais no dia seguinte - assinalou Rogério Loureiro.
Ele prosseguiu afirmando que há tempos que o Raulino não vem sendo a casa do Voltaço. “Já foi até a casa do Flamengo, que depois criticou o campo e se debandou para Macaé”, afirmou Loureiro, recordando que, na final da Série B do Carioca de 2004, entre Voltaço e Boavista. bandeiras em vermelho e preto foram colocadas no alto das arquibancadas “para agradar o time da Gávea”.
O presidente ainda classificou de “constrangedora” a cessão dos camarotes no estádio, que, segundo ele, pareceram ter sido dados em maior número Fluminense. O Voltaço teve dois, um para o presidente, outro para seus patrocinadores. “Pude ver claramente que, pelo menos dois camarotes estavam sendo usados oficialmente pelo Fluminense. Mas ficou claro que dos nove, sete tinham predominância em uniformes tricolores, o que é um absurdo”, reclamou.
Rogério Loureiro também condenou as restrições enfrentadas pela torcida do Voltaço para entrar com bandeiras, sendo que os torcedores do Fluminense já estavam no estádio “com bandeiras e tudo mais”. Em e-mail enviado à imprensa, um torcedor da “Esquadrão da Vila” reclamou que o Gepe (Grupamento Especial de Policiamento nos Estádios), da Polícia Militar, teve que retirar a bandeira que estava atrás de um dos gols.
Rogério disse que os fatos ocorridos no último sábado justificam a proposta de que o estádio seja administrado pelo clube. “Deixo bem claro que o que queremos é a arena esportiva. Não queremos impedir os trabalhos sociais que o estádio realiza e que devem continuar e, na minha opinião, serem ampliados”, ressaltou o presidente. Recentemente, o prefeito Antônio Francisco Neto, ex-presidente e presidente de honra do clube, afirmou que não há como ceder o estádio ao Voltaço porque ali funcionam diversos serviços públicos, como universidade à distância e uma policlínica.