Esporte
Fred dá baile no Engenhão e assegura vitória do Flu sobre o Coxa
14/10/2011 10:05:46No dia em que o Rio de Janeiro viveu uma grande tragédia - com uma explosão, no Centro, na qual morreram três pessoas e 17 ficaram feridas -, Fred se encarregou de amenizar o clima de luto na cidade e alegrar a torcida do Fluminense. Inspirado, ele marcou os três gols na vitória sobre o Coritiba, por 3 a 1, nesta quinta-feira, no Engenhão, resultado que manteve o time na briga pelo título do Campeonato Brasileiro: o Tricolor chegou aos 47 pontos, em sexto lugar na tabela de classificação.
E o artilheiro desfilou todo o seu repertório. De bicicleta, Fred abriu o placar para o Fluminense, aos 24 minutos do primeiro tempo, marcando o gol 200 de sua carreira - aproveitou lançamento de Mariano na área, matou a bola no peito e “pedalou”, chutando no canto direito do goleiro Vanderlei, que nada pôde fazer.
Embora o jogo não tivesse muitos lances de emoção - prevaleceu a transpiração em vez da inspiração por parte dos jogadores na primeira vez em que os dois clubes se enfrentaram no Engenhão -, o Coritiba, valente, ainda conseguiu o empate. Digão fez falta em Bill e Marcos Aurélio, aos 46 minutos, cobrou no canto direito de Diego Cavalieri, que falhou. Nada, porém, que abalasse a confiança do inspirado camisa 9 tricolor.
No segundo tempo, Fred ainda se deu ao luxo de perder um pênalti, aos quatro minutos, após ser derrubado por Jonas na área. Ele bateu mal e Vanderlei fez a defesa. Mas, com Lanzini no time (entrou na vaga de Diogo), o Fluminense partiu para o ataque e Fred brilhou mais uma vez: Mariano, aos 27, fez bela jogada pela direita e cruzou na medida para o atacante, que dominou e mandou a bola para a rede.
Restou ao Coritiba, que comemorou 102 anos, quarta-feira, e não perdia para o Fluminense em Campeonatos Brasileiros desde 2003, resignar-se com o show de Fred.
Aos 30, o artilheiro ratificou o fim do jejum de vitórias sobre os paranaenses e, aproveitando cruzamento de Rafael Sobis, fez, de cabeça, mais um, ajudando a amenizar a dor dos torcedores (tricolores ou não) com as tragédias da vida.