Esporte
Dedé é destaque e Vasco vence o Botafogo no Engenhão
14/11/2011 08:23:45Com o Vasco embalado pela histórica virada sobre o Universitario, pela Copa Sul-Americana, e o Botafogo mordido pela derrota para o Figueirense, em casa, na rodada anterior do Campeonato Brasileiro, a expectativa de um emocionante clássico se confirmou no Engenhão. Impedido de mandar a partida em São Januário, o Vasco fez do território inimigo a sua casa. Com autoridade, venceu por 2 a 0, chegou aos 61 pontos, ao lado do líder Corinthians, e marcha firme na luta pelo título brasileiro, realidade que ficou mais distante para o Botafogo, que deve se concentrar na briga por uma vaga na Libertadores de 2012.
Antes do jogo, muitos torcedores questionaram a ‘defensiva’ formação do Vasco, com três volantes, Diego Souza improvisado no ataque ao lado de Eder Luis e nomes como Juninho, Elton e Alecsandro no banco. Mas, logo aos seis minutos, Felipe obrigou Jefferson a fazer difícil defesa e deixou claro qual seria a postura da equipe.
Reforçado com Loco Abreu, o Botafogo teve sua melhor jogada no primeiro tempo com a participação do camisa 13. Depois de um corta-luz dele, Elkeson cara a cara com Fernando Prass perdeu uma ótima chance.
Foi a deixa para o Gigante da Colina tomar as rédeas do clássico. Pela direita, Fagner, Allan e Eder Luis deitaram e rolaram. E assim surgiu o primeiro gol: Allan lançou Eder, que visava Rômulo, mas acabou achando outro volante livre: Fellipe Bastos, que acertou um preciso chute de canhota, sem chances de defesa.
Não fosse Jefferson, o prejuízo poderia ter sido maior. Depois de outra bobeada de Cortês, Antônio Carlos piorou a situação ao proteger a bola para a saída do goleiro. Diego Souza aproveitou a trapalhada e sofreu pênalti.
Porém, na cobrança, o camisa 10 desafinou e Jefferson acertou o canto. Mas o torcedor alvinegro que esperava uma reação após o lance se decepcionou. A bola aérea foi o recurso mais usado, mas não funcionou, assim como a criação com Elkeson e Maicosuel.
No segundo tempo, o ritmo eletrizante caiu, mas o Vasco seguiu melhor, mais organizado. Pouco objetivo e previsível, o Botafogo pouco ameaçava e dava espaço para os contra-ataques. Mas foi numa jogada brigada que o Vasco chegou ao segundo gol. Jumar roubou de Elkeson, Dedé tocou para Rômulo, que abriu para Fellipe Bastos. O volante cruzou na cabeça do zagueiro-ídolo, que marcou o segundo. Nem a expulsão de Rômulo, após reclamação, estragou a festa vascaína.