Economia
CSN define projeto de ocupação de área no Aero Clube
29/07/2015 18:46:57Representantes da CSN, entre eles o diretor de Operações Enéias Diniz, e do escritório de arquitetura Loeb Capote apresentaram na tarde desta quarta-feira ao prefeito Antônio Francisco Neto a versão final do projeto urbanístico para o Plano de Ocupação do terreno da empresa no bairro Aero Clube, onde ficava o antigo aeródromo da cidade. Na versão apresentada também ao secretário municipal de Planejamento, Lincoln Botelho, e ao vice-prefeito Carlos Roberto Paiva, o arquiteto Roberto Loeb detalhou a ocupação final do terreno – que tem cerca de 675 mil metros quadrados, no total – prevendo a construção de um shopping center, com 200 mil metros quadrados, uma torre com 240 metros de altura (equivalente a 80 andares), com restaurante e pontos de observação, uma avenida para pedestres com 450 metros de extensão e 15 metros de largura, um mercado municipal, além de uma grande área verde e prédios mistos, comerciais e residenciais.
O projeto – que prevê sustentabilidade total - será realizado em fases, sendo a primeira delas a construção do shopping, com um investimento previsto de R$ 300 milhões. Ao final da realização de todas as fases, o investimento pode chegar a R$ 2 bilhões.
“A ideia é tornar o local um grande polo atrativo regional, com o shopping, a torre – que estará entre as maiores do mundo – oferecendo uma série de serviços e uma ocupação integrada. A grande preocupação é privilegiar a integração e a vida das pessoas, que poderão circular por todo o complexo à pé, já que não está prevista a circulação de carros dentro do complexo, que será na verdade um novo bairro para a cidade”, comentou Loeb, explicando ainda que foi feito um levantamento no entorno do terreno, com o objetivo de saber quais os serviços e que tipo de comércio é oferecido à população naquela área.
- O objetivo do estudo é saber o que as pessoas precisam, para que o complexo seja totalmente integrado à cidade – destacou o arquiteto, lembrando que o terreno faz parte do chamado Arco de Centralidades, definido pelo Plano Diretor do município.
Loeb disse ainda que o projeto é único no Brasil: “Não tenho conhecimento de outro projeto deste porte, totalmente integrado a uma cidade, e neste modelo, privilegiando a mobilidade das pessoas – e não dos carros – e a qualidade de vida”.
O secretário de Planejamento afirmou que os próximos passos são a apresentação da ideia para o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) e a elaboração de um projeto de lei para a ocupação da área, que será enviado à apreciação da Câmara. “É um projeto muito grande, como um novo bairro, que poderá abrigar até 35 mil pessoas ao seu final, fora a população flutuante que deve utilizar os serviços oferecidos”, disse Lincoln, destacando que outras versões haviam sido apresentadas ao governo municipal.
- A partir de agora, começaremos a elaborar esse projeto de lei, em conjunto com o escritório de arquitetura e a CSN, para o envio à Câmara”, informou Lincoln.
A arquiteta e urbanista Márcia Lúcia Guilherme, da mesma empresa, foi a responsável pela realização do estudo de viabilidade, e afirmou que a conclusão é que a cidade tem capacidade para sustentar a iniciativa: “Tivemos o cuidado de fazer o estudo – além dos bairros em volta – da cidade e da região. São sete bairros nas imediações do terreno e nós identificamos os serviços oferecidos, os equipamentos públicos, o sistema viário e o histórico da área”.
Os representantes da CSN, o coordenador imobiliário Carlos Roberto Ferreira e a arquiteta Márcia Komatsu, afirmaram que a proposta é a realizar as construções em fases e que o empreendimento pode contar com parceiros da iniciativa privada: “A primeira fase é a construção do shopping, que deve ser um empreendimento de padrão regional, com uma influência de 30 quilômetros, representando uma população de aproximadamente 800 mil pessoas. Dependendo do sucesso dessas primeiras fases, a proposta é dar continuidade à ocupação do terreno com os outros empreendimentos, como os prédios residenciais, comerciais, o mercado municipal e outros”, afirmou. Márcia disse que o grande diferencial do empreendimento é a localização, salientando que o projeto está integrado ao Plano Municipal de Mobilidade Urbana.
“Esta área está integrada ao Arco de Centralidades definido no Plano Diretor Municipal e será atendida pelo Plano de Mobilidade Urbana, tornando o acesso fácil para a população. O nosso grande trunfo é a localização e essa integração com a cidade”, acrescentou a arquiteta, afirmando ainda que a previsão da empresa é que o processo de elaboração de legislação dure cerca de um ano: “A partir daí apresentamos os projetos executivos, para a aprovação do Poder Público, e daremos início às obras”.
O prefeito Neto afirmou que o projeto dará um uso “excelente” a uma área que hoje está desocupada, transformando aquele setor da cidade. “Não tenho dúvida que aquela área será muito bem utilizada. O projeto é espetacular, de um nível excelente. A torre, por exemplo – com 240 metros - será um diferencial”, disse Neto.
O vice-prefeito Carlos Roberto Paiva acredita que haverá “um salto de qualidade” para o município com a realização do empreendimento. “Não conheço outra cidade no Brasil que tenha um terreno dentro da malha urbana com capacidade para receber um projeto dessa qualidade, propiciando um salto de qualidade para o município, proporcionando novas oportunidades de negócio e incrementando ainda mais o potencial do nosso município”, frisou Paiva.
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