Inaugurado em 2006, o Centro de Saúde Auditiva de Barra Mansa tem ajudado inúmeras pessoas a voltarem a ouvir ou a preservarem a audição. Desde a implantação do Centro, cerca de 9,5 mil pessoas foram atendidas. Pelo menos três mil pacientes receberam doação de próteses auditivas, num total de seis mil aparelhos (a maioria é bilateral). Barra Mansa é a segunda cidade em todo o estado do Rio de Janeiro – e a primeira do interior – a ter um Centro de Alta Complexidade em Saúde Auditiva.
"Muita gente desiste de se cuidar porque às vezes tem que recorrer a tratamentos em lugares distantes. Com a continuidade do serviço em Barra Mansa daremos oportunidade a novos pacientes, principalmente aos idosos", comentou o prefeito Zé Renato, a propósito de os moradores da cidade e da região não precisem ir para outros lugares em busca de tratamento.
A unidade conta assistente social, psicólogo, fonoaudiólogos, médicos otorrinolaringologistas, neurologista e pediatra. Atualmente, pacientes de 25 cidades da região são atendido. Os pacientes com queixa auditiva devem ser encaminhados por clinico geral, otorrinolaringologista ou pediatra, acompanhado do cartão SUS. O centro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 16h30min, na Rua Ari Fontinelle, 649, na Estamparia.
No local são oferecidos, além de avaliações otorrinolaringológicas e fonoaudiológicas, entrevistas com pacientes, audiometria, doação de próteses auditivas, reabilitação auditiva adulto e infantil e acompanhamento do paciente adaptado. Segundo coordenadora da equipe de fonoaudiologia e responsável técnica do Centro de Saúde Auditiva, Érica Costa Peruchi, são realizados por mês 600 atendimentos, em média, entre início de tratamento e revisão. A maioria dos pacientes é formada por pessoas acima de 60 anos, que representam cerca de 65% dos pacientes.
"Os idosos têm presbiacusia, que é o processo de perda auditiva normal do organismo com o passar dos anos. No decorrer da vida todos somos expostos a diversos tipos de ruídos. Em alguns casos essa exposição ultrapassa o limite e a pessoa precisa de intervenção médica. Além disso, fatores como a má alimentação, uso prolongado e sem acompanhamento médico de medicamentos, como antibióticos, podem desencadear alguma alteração auditiva", explicou Érica.
Além dos idosos, o Centro de Saúde Auditiva atende pessoas de todas as idades. Por sinal, uma das prioridades é o tratamento de crianças de até 3 anos para que não percam a fase de desenvolvimento, inclusive na escola. "Nossa equipe é toda preparada e equipada para procedimentos clínicos e exames infantis, tais como audiometria com reforço visual, emissões otoacusticas e BERA, que é um é um exame de última geração utilizado para avaliar a audição quando testes rotineiros não dão as informações necessárias", explicou a coordenadora.
Ela orienta que as pessoas devem cuidar da saúde auditiva com hábitos bem simples. Não utilizar por mais de uma hora seguida aparelhos eletrônicos como celulares, mp3 e ipod, entre outros. Manter baixo o volume de sons, evitar limpar os ouvidos com cotonete, ter uma alimentação adequada e não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica são outros cuidados. Outra recomendação é que, ao sentir qualquer alteração na audição e dificuldade de compreensão quando estiver em locais com duas pessoas falando ao mesmo tempo, deve-se procurar um médico.
No caso de gestantes, uma orientação a mais da coordenadora é não fazer uso de tabaco ou bebida alcoólica durante a gravidez, principalmente nos três primeiros meses, período de formação do conjunto auditivo do bebê, além de se prevenir contra doenças como rubéola e sífilis.
As mães devem procurar sempre observar o comportamento das crianças, ficar atentas caso apresentem falta de atenção, forte infecção no ouvido repetidamente e sem acompanhamento médico, ou ainda, tenha na família algum parente com deficiência auditiva. Nesse caso, deve-se levar a criança ao pediatra para fazer uma avaliação.
Para outras informações o telefone de contato é o (24) 3323-8750.