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Estado

Witzel tenta justificar presença em helicóptero em Angra dos Reis

06/05/2019 17:50:34

O governador do Rio Wilson Witzel justificou nesta segunda-feira sua participação em uma ação da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), da Polícia Civil, com helicóptero em Angra dos Reis, no último sábado. O governador, ao lado do prefeito da cidade, Fernando Jordão, se juntou a policiais num dos voos , publicando vídeos nas redes sociais afirmando que "ia botar fim na bandidagem".

- Foi uma operação de reconhecimento para que agentes da Core e das polícias Militar e Civil pudessem entrar na comunidade. Faz parte do meu trabalho reconhecer essa situação, como nenhum outro governante fez, participar ativamente junto com a polícia daquilo é a obrigação do governante – disse ele ao G1.

O governador ainda acrescentou que parte de seu trabalho é "estar diretamente envolvido com a segurança pública". Ele acrescentou: "E não se omitir. Muita gente já se omitiu quando deveria ter feito seu trabalho. Acho que é melhor abrir os olhos para o crime organizado e não para quem está fazendo um trabalho correto”.

Após a ação de Witzel, pelo menos dois apartamentos de um prédio em Angra dos Reis foram atingidos por tiros na manhã desta segunda-feira. O relato é de moradores do bairro Marinas, uma área nobre da cidade. O condomínio residencial fica na Praia da Chácara. A polícia reforçou a segurança no trevo de acesso ao município.

Na noite do domingo a BR-101 (a Rodovia Rio-Santos), foi interditada por causa de uma intensa troca de tiros na comunidade de Sapinhatuba I, próxima ao trevo. A Polícia Militar disse que o confronto aconteceu entre traficantes e que a viatura que fazia o patrulhamento no local teve que pedir apoio e impediu a passagem dos carros, em uma tentativa de evitar que alguém fosse atingido.

A interdição, que pegou motoristas de surpresa, durou cerca de 20 minutos. Pouco depois, um grupo de moradores também fechou a principal via de entrada e saída da cidade, no bairro Balneário.

SOB ANÁLISE – Nesta segunda-feira, o site Jornal GGN publicou que, no âmbito da Procuradoria Geral da República, foi montado um Grupo de Trabalho Interinstitucional de Defesa da Cidadania, incumbido de analisar as declarações do governo. O grupo é composto pelo Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil.

Também nesta segunda-feira, o jornalista Reinaldo Azevedo, em seu blog no Portal Uol, afirmou que Witzel, depois de voar de helicóptero com os policiais e fazer as declarações que estão sendo criticadas, no hospedou com a família em Angra dos Reis no Hotel Fasano, considerado de altíssimo luxo, com diário mais barata de R$ 1,6 mil. De acordo com o jornalista, a assessoria do governador teria se recusado a informar quem pagou a despesa.

Após a publicação desta nota, o MPRJ emitiu a seguinte nota:

“Considerando a operação policial realizada no último dia 4 de maio no Município de Angra dos Reis e as solicitações de informações por parte da imprensa, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) esclarece que a conduta do governador do Estado do Rio de Janeiro somente é avaliada pela instituição sob o prisma da Lei nº 8.429/1992, que trata dos atos de improbidade administrativa, o que é ordinariamente feito independentemente de qualquer provocação.

No que diz respeito ao plano criminal, tratando-se de conduta praticada no exercício do cargo e em razão das funções que lhe são correlatas, a competência para processo e julgamento é do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 105, I, a, da Constituição de 1988, e a atribuição para o oferecimento da respectiva denúncia é do Ministério Público Federal.

Quanto ao uso de helicóptero e de atiradores pelas forças policiais, a exemplo do planejamento das respectivas operações, a matéria é de atribuição dos promotores de Justiça da área, que contarão com o apoio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública e da Assessoria de Direitos Humanos e Minorias do MPRJ”. (Foto: Reprodução)

Atualizada às 18h20min

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