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Esporte

Voltaço veste camisa da Lei Maria da Penha

20/08/2018 16:16:08

Quando o Voltaço entrar em campo para enfrentar o São Gonçalo, nesta quarta-feira, às 15 horas, no Raulino de Oliveira, em partida válida pelas oitavas de final da Copa Rio, os jogadores estarão usando uma camisa com a seguinte mensagem: “Respeito às Mulheres: #JogueAFavor!”. A ação é fruto de uma parceria do clube com a prefeitura de Volta Redonda, através da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos (SMIDH), e visa celebrar os 12 anos da Lei Maria da Penha, sancionada no dia 7 de agosto.

Segundo a coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM/VR), Ludmila Aguiar de Assis, a iniciativa tem como objetivo unir as boas práticas do futebol para a inclusão de gênero e dar visibilidade a ações que ponham fim da violência contra as mulheres.

– O esporte possui um grande potencial de socializar o desenvolvimento das relações sócio-afetivas e a comunicabilidade. Por isso é tão importante disseminar essa mensagem utilizando a paixão das pessoas – destacou.

De acordo com o Cadastro Nacional de Violência Doméstica, apresentados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, mais da metade dos casos de agressão contra mulheres são praticados à noite, pelo próprio companheiro e dentro de casa. Além disso, os incidentes violentos aumentam nos finais de semana e em dias de partidas de futebol.

No período da Copa do Mundo deste ano, a Inglaterra promoveu uma campanha de conscientização pelo fim da violência doméstica. O Centro Nacional de Violência Doméstica do Reino Unido lançou a campanha “The Not-So-Beautiful Game” (“O Jogo Não Tão Bonito”, em referência ao apelido que os ingleses dão ao futebol). As estatísticas levantadas foram que os números de casos de violência doméstica aumentam em 26% quando a seleção da Inglaterra joga, e em 38% quando o time do agressor perde.

– Os números de violência contra a mulher são assustadores e, infelizmente, muitos casos acabam sendo relacionados com o futebol, como mostram os dados do Ministério Público. Quando a Ludmila nos procurou com a ideia de fazer a ação, não pensamos duas vezes e aceitamos na hora. O futebol tem esse papel social e é o nosso dever ajudar a espalhar essa mensagem. O Volta Redonda faz parte dessa corrente de jogar contra a violência e convida os demais clubes a também participarem do movimento – afirmou o presidente tricolor Flávio Horta.

Parceria com a Smel

A diretoria do Volta Redonda e a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Vota Redonda manterão a parceria da última partida e irão levar cerca de dois mil alunos de escolas públicas ao Raulino de Oliveira.

– Foi muito bonito ver as crianças cantando e apoiando os jogadores durante todo a partida contra o Joinville. Não teve um torcedor que não apoiou a ideia e pediu para que repetíssemos em todos os jogos do Voltaço. Nesta quarta-feira esperamos um maior número de crianças e a nossa ideia é que isso se torne tradição nas nossas partidas em casa – ressaltou Horta. (Fotos: Divulgação)

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