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Saúde

Volta Redonda promove prevenção ao uso de álcool e outras drogas

09/01/2018 17:29:54

Os profissionais do Caps-AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas), no Conforto, receberam na tarde desta terça-feira a equipe da Coordenadoria Municipal de Prevenção às Drogas (CMPD), que iniciou o curso sobre prevenção ao uso de álcool e outras drogas. A capacitação foi solicitada pela coordenação de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Volta Redonda e terá 20 horas de duração, divididas em cinco terças-feiras, terminando em 6 de fevereiro. Os participantes receberão certificado no final.

A capacitação é para toda equipe do Caps-AD, que é multidisciplinar, incluindo médico generalista, psiquiatra, enfermeiro, técnico em enfermagem, assistente social, psicólogo, técnico em reabilitação em dependência química, terapeuta ocupacional e musicoterapeuta. “Manter os profissionais da Saúde atualizados e motivados é uma das prioridades da secretaria. E é ainda mais necessário quando atendem pessoas em sofrimentos psíquicos devido ao uso abusivo ou dependentes de substâncias psicoativas como o crack, álcool e outras drogas”, afirmou o secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, lembrando que esses profissionais trabalham com a perda de usuários e também com a desistência do tratamento.

O primeiro dia de curso tratou da história do uso de álcool e outras drogas na humanidade, além da humanização do atendimento. “Destacamos a importância da empatia entre profissional e paciente. O acolhimento, observando a singularidade de cada indivíduo, permanentemente”, explicou Ainton da Silva Carvalho, assistente social, que coordena o Serviço Social, Psicologia, Fonoaudiologia e Fisioterapia do Hospital São João Batista. Ele ministrou o primeiro módulo do curso.

A capacitação tem mais quatro módulos que incluem uma introdução à dependência química, dando um entendimento global da doença; discussão de políticas públicas para a dependência química ligadas à saúde, ao tratamento do doente; atendimento à família, pois o dependente de álcool e drogas só se recupera com o envolvimento da família; e ainda o cuidado com os profissionais que atendem os dependentes.

“É um trabalho desgastante. Esses profissionais lidam com a morte de usuários e ainda com recaídas constantes, apesar da assistência no Caps. É um tratamento difícil para o dependente e para quem cuida”, disse coordenador da CMPD, Ricardo Vinícius da Cunha, que é psicólogo.

Além de Ailton Carvalho e Ricardo Cunha, fazem parte do corpo docente do curso, a coordenadora de projetos da CMPD, Mônica de Jesus Cândido, que é educadora física, especializada em Rede de Atenção Psicossocial; e Alexandre Martins de Souza, psicólogo, especialista em dependência química e transtornos compulsivos.

Dez dos 13 funcionários do Caps-AD participaram da primeira aula do curso. O musicoterapeuta Auryston Pereira Franco Filho, que está na unidade há seis anos, considera a capacitação importante para os novos e antigos profissionais. “Sempre recebemos novas informações ouvindo outros colegas e, já que estamos formando um novo corpo técnico, será ainda mais oportuno”, disse. Já Tainá Sessa, técnica em reabilitação em dependência química há apenas oito meses, afirmou que a capacitação é fundamental. “Na área de dependência química estamos sempre aprendendo”.

CAPS-AD – O Caps-AD funciona na Rua 2, nº 101, Conforto, de segunda à sexta-feira, das 8 às 18h. De acordo com o coordenador, Fagner Assis Carvalho de Arruda, a unidade atende à demanda espontânea, quando a população procura diretamente; ou por indicação do Centro POP, que assiste à população de rua; e ainda com encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde e SPA (Serviços de Pronto Atendimento). “O Caps-AD assiste à população adulta do município que apresenta transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Hoje, temos quase dois mil usuários em tratamento”, informou.  

O Programa de Saúde Mental de Volta Redonda conta ainda com três Caps Adultos (Caps Vila Esperança, na Vila Santa Cecília; Caps Usina de Sonhos, na Vila Mury; e Caps Sérgio Sibilio Fritsch, no Jardim Belvedere), e um Caps para crianças e adolescentes (Caps-i Viva Vida, na Vila Mury).

Além disso, o município tem quatro residências terapêuticas, serviços que atuam como moradias destinadas as pessoas com transtornos mentais, que, pelo fato de terem permanecido em longas internações psiquiátricas, estão impossibilitadas de retornar às suas famílias de origem.

A rede de saúde mental do município dispõe, também, de leitos de internação psiquiátrica e de desintoxicação no CAIS Aterrado, para o atendimento aos pacientes em crise. São internações de curta permanência. (Foto: Divulgação)

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