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Nacional

Vítima de câncer, Marcelo Rezende morre aos 65 anos

Apresentador do ‘Cidade Alerta’ estava internado em hospital de São Paulo

16/09/2017 19:26:17

O jornalista Marcelo Rezende morreu, neste sábado, aos 65 anos. O autor do bordão “Corta para Mim” lutava contra câncer no fígado e no pâncreas. Desde a última terça-feira, ele estava internado no hospital Moriah, em São Paulo. Ainda não há informações sobre o velório e enterro.

O jornalista comandava o “Cidade Alerta”, da Rede Record, do qual se afastou ao ter a doença diagnosticada . O apresentador, que deixa cinco filhos (quatro homens e uma mulher), também passou pela  TV Globo, onde comandou o “Linha Direta”. Na RedeTV! esteve à frente do telejornal “RedeTV! News”.

Há quatro meses, Rezende revelou a descoberta do câncer durante entrevista para o “Domingo Espetacular”. Apesar do diagnóstico, o jornalista, com mais de 30 anos de carreira, dizia estar muito otimista em relação à cura.

Em decisão polêmica, o apresentador decidiu abandonar a quimioterapia e seguir tratamentos alternativos para combater o avanço do câncer.  “Uma das coisas que me deixaram triste foi quando eu desisti da medicina tradicional e algumas pessoas, ainda bem que foram poucas, me chamaram de covarde. Mas como posso ser covarde se cada passo que eu dou é orientado pelo meu Pai. Portando, eu quero dizer uma coisa: foi a melhor decisão que eu tomei”, escreveu o jornalista.

Carioca, Marcelo Rezende começou sua carreira no jornalismo aos 17 anos, no Jornal dos Sports. Do jornal, foi para a Rádio Globo e mais tarde se tornou revisor do jornal O Globo.

Ele começou a se tornar nacionalmente conhecido através da revista Placar, que fez sucesso na área de esportes  nas décadas de 1970 e 1980. Cobriu duas Copas do Mundo. Em 1987, o repórter chegou à televisão, na área de esportes da Rede Globo.

A primeira cobertura policial foi o assassinato de um dos empresários mais ricos do Rio, José Carlos Nogueira Diniz Filho. Foi onde o instinto investigativo de repórter apareceu. Mas continuou na "Geral", fazendo fontes. Participou da transmissão do festival de música Rock in Rio, fez reportagem sobre a primeira rede de telefonia celular do Brasil e participou da cobertura do funeral de Ayrton Senna, em São Paulo.

No jornalismo investigativo, fez reportagens de grande repercussão, como a prisão dos sequestradores do empresário Roberto Medina, a busca ao paradeiro de Paulo César Farias, o crescimento e as invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a indústria da pirataria fonográfica chinesa e a corrupção na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Depois de deixar a TV Globo, em 2002, passou por Record, Band e RedeTV!. No Cidade Alerta, da Record, ele conseguiu se popularizar ainda mais até entre jovens com bordões como o "Corta pra mim!" e "Bota exclusivo, minha filha, dá trabalho pra fazer".

Por reestruturação na programação da Record, a primeira passagem dele pelo programa foi curta, entre 2004 e 2005. A segunda iniciou em junho de 2012. Desde então, ao lado do colega comentarista de segurança Percival de Souza, ele deu um novo tom ao formato, inédito nesse tipo de programa de rede nacional: intercalou as notícias de violência cotidiana com falas irônicas e brincadeiras com integrantes do programa, inclusive dos bastidores.

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