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Economia

Turno de 8h: CSN tem 1ª reunião com sindicato

Segundo sindicato, empresa deve apresentar proposta na próxima semana

19/10/2017 16:06:49

A CSN apresentou ao Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, no antigo Escritório Central, as suas razões para a implantação do turno de 8 horas na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. De acordo com a sua assessoria, a empresa expôs um panorama do cenário econômico nacional e da siderurgia mundial para justificar que o momento “exige da empresa ações urgentes para aumentar sua produtividade”.

No encontro, não foi apresentada nenhuma proposta para a mudança, o que o presidente do sindicato, Silvio Campos, disse esperar que ocorra na próxima reunião, que já ficou marcada para a próxima quinta-feira, dia 26, no mesmo local. “Na reunião de hoje eles se limitaram a falar do cenário econômico e da siderurgia”, confirmou o sindicalista, acrescentando que a empresa assegurou que a mudança não tem por objetivo demitir trabalhadores.

Os dirigentes da CSN consideram que a implantação do turno “é crucial para que a empresa mantenha sua competitividade frente às suas concorrentes brasileiras, que, em sua totalidade, adotam turnos de trabalho de 8 ou 12 horas”.  Disse também que o setor siderúrgico no mundo tem se tornado cada vez mais competitivo, com diversos países aplicando tarifas anti-dumping (taxas que tornam os produtos mais caros no exterior) contra o aço brasileiro, além de concorrências desleais de países como a China, que produziria em 13 dias o volume de aço que o Brasil produz em um ano, a custo muito baixo.

A CSN apresentou também os benefícios do turno de 8 horas, na sua avaliação:  melhora a segurança do trabalho, com redução de riscos de acidentes de trajeto e em trocas de turno; aumento do número de folgas, pois o turno de 8 horas contempla um número significativo de folgas a mais em comparação com o turno de 6. A empresa exemplificou que, na escala 4 x 1, 4 x 1, 4 x 2 (possível somente no turno de 8 horas), há uma folga a cada quatro dias de trabalho e uma folga de quase 80 horas consecutivas ao final de cada ciclo. “Isso reduz a frequência de idas à empresa, possibilitando inclusive mais tempo para estudos”, destacou; aumento de produtividade. A CSN considera um “grande fator de improdutividade a diminuição da produção que ocorre durante as trocas de turno”; melhora a gestão da empresa, pois os encontros dos empregados com gestores passam a ser mais frequentes; aumentam as condições de treinamento.

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