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Cultura

Título da Mangueira consagra compositores de Volta Redonda

06/03/2019 20:04:33

Depois de três anos, a Mangueira voltou a conquistar o título de campeã do Grupo Especial do Carnaval carioca. E teve um sabor especial para três voltarredondenses: Ronie Oliveira, Márcio Bola e Silvio Mama foram coautores do samba que embalou a verde e rosa na Marques de Sapucaí, garantindo à tradicional agremiação seu 20º título.

“História para ninar gente grande” foi o título do samba de enredo da Mangueira, que fez referência a negros, índios e outros personagens da cultura do país, considerados heróis esquecidos da história, e foi composto juntamente com os cariocas Deivid Domencio, Tomaz Miranda e Danilo Firmino.

Mesmo antes de o resultado sair, os sambistas já se diziam realizados. Ronie lembrou um pouco da trajetória no mundo do Carnaval, ainda nos bairros de Volta Redonda. O compositor afirma ainda que a emoção de ver seu samba cantado em uma escola do Grupo Especial do Rio é a maior pela qual já passou desde que começou a compor para o bloco carnavalesco do bairro Santa Cruz.

– De lá para cá, foi uma longa trajetória. Esta foi a minha terceira tentativa de emplacar um samba na Mangueira. Já o Silvio Mama tenta há dez anos – conta.

A apresentação na passarela do samba destacou uma homenagem à vereadora do Rio, Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passado.

A Mangueira liderou junto com a Viradouro até o terceiro quesito. A escola de Niterói, no entanto, perdeu um décimo em alegorias e adereços. A Mangueira, que tinha perdido pontos no quesito ano passado, garantiu as notas 10. E manteve a primeira posição de forma isolada.

Confira a letra do samba-enredo

História para ninar gente grande

Mangueira, tira a poeira dos porões

Ô, abre alas pros teus heróis de barracões

Dos Brasil que se faz um país de Lecis, jamelões

São verde e rosa as multidões

Brasil, meu nego

Deixa eu te contar

A história que a história não conta

O avesso do mesmo lugar

Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo

A Mangueira chegou

Com versos que o livro apagou

Desde 1500

Tem mais invasão do que descobrimento

Tem sangue retinto pisado

Atrás do herói emoldurado

Mulheres, tamoios, mulatos

Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara

E a tua cara é de cariri

Não veio do céu

Nem das mãos de Isabel

A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho

Quem foi de aço nos anos de chumbo

Brasil, chegou a vez

De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês

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