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Polícia

Suspeito de estuprar a enteada é preso em Pinheiral

15/02/2018 09:43:02

A Polícia Militar e a Polícia Civil esclareceram na quarta-feira o estupro de uma jovem de 17 anos, ocorrido na quarta feira de cinzas, que resultou na prisão do padrasto da vítima, de 44 anos. A adolescente, que é casada, resolveu dormir na casa da mãe e do padrasto, no bairro Cruzeiro 2, após os festejos de Carnaval na cidade. O casal havia ingerido bebida alcoólica e foi para um quarto, enquanto a vítima foi dormir em outro.

- No meio da madrugada, a adolescente alegou que acordou nua e viu o padrasto sobre ela, beijando seus seios. Ela gritou e resistiu ao ato, momento em que o padrasto lhe deu socos e apertou com força seu pescoço, provocando um desmaio na moça. Ao recobrar a consciência, ela gritou por socorro e conseguiu fugir. Pediu ajuda aos policiais militares e o suspeito e sua companheira foram levados à delegacia – contou o delegado de Pinheiral, Antônio Furtado.

Na delegacia da cidade, o homem deu, inicialmente, outra versão, alegando que acordou com os gritos da enteada, foi socorrê-la e viu três homens batendo na adolescente, chegando a descrever que seriam dois morenos e um branco e acrescentando que a suposta agressão teria sido motivada por uma dívida de R$ 20 mil em drogas, não paga pelo marido dela. Ele ainda afirmou que teria sido agredido também.

- Embora o relato do pedreiro parecesse fantasioso, não havia testemunhas, pois a mãe disse nada ter visto. A prova decisiva veio com o exame médico legal dos envolvidos. Determinei um laudo prévio para apurar a origem das lesões e, no caso do padrasto, foi apurado que os cortes no rosto dele eram compatíveis com marcas de unhas femininas, o que desmontou a farsa de ter sido agredido por traficantes – esclareceu o delegado.

Segundo a polícia, após ser informado do resultado do exame, o padrasto então confessou que mentira, por estar nervoso, e que a culpa seria do álcool, pois "acreditou que era a sua companheira quem agarrava, não a enteada".  

- Mesmo se fosse a sua companheira, sexo não consentido e à base de agressão se chama estupro. Culpar a bebida não o livra da responsabilidade. Está sujeito a uma pena de até 12 anos de prisão, pelo fato da vítima ser menor de idade. Quem vem mentir em delegacia se esquece de um detalhe: a polícia existe para descobrir a verdade – acrescentou Furtado. “A integração entre a Polícia Civil e a Polícia Militar foi fundamental para desvendar o caso e levar o abusador para a cadeia”, concluiu. (Foto: Divulgação)

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