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Política

Suplente de Marcelo Cabeleireiro vai à Justiça pedir perda de mandato

01/06/2018 12:24:27

O motorista Mauro Sabino, primeiro suplente do PDT em Barra Mansa, entrou com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a declaração da perda do mandato do vereador Marcelo Cabeleireiro, presidente da Câmara Municipal, por infidelidade partidária. Na ação, ajuizada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Sabino – que obteve 450 votos nas eleições municipais de 2016 – alega que Cabeleireiro, que trocou o PDT pelo PSDC em abril deste ano, teria promovido uma fraude, simulando uma expulsão dos quadros pedetistas que, assegura o suplente, não ocorreu.

A ação foi protocolada no último dia 19 e está sob segredo de justiça. Todavia, pelo que o FOCO REGIONAL apurou, Sabino – que é do bairro Roselândia – denuncia também a direção do partido, alegando que uma ata da decisão de expulsão teria sido forjada. Entre suas testemunhas, estariam membros da executiva do PDT. Na mesma ação, o suplente pede que seja investigado crime de falsidade ideológica, cuja pena prevista é de um a cinco anos de detenção.

Além da perda do mandato por Cabeleireiro, Sabino pede também que a Justiça Eleitoral determine sua posse.

Suplente de Marcelo Cabeleireiro vai à Justiça pedir perda de mandato

O presidente da Câmara deixou o PDT em 28 de março deste ano, filiando-se ao PSDC em 6 de abril. Sabino alega que o real motivo da troca de partido foi a filiação ao PDT, no dia 3 de abril, do ex-deputado federal, ex-prefeito e ex-vereador de Volta Redonda, Paulo Baltazar, pré-candidato a deputado estadual da legenda. De acordo com as alegações de Sabino, a filiação teria frustrado os planos de Cabeleireiro para ser o candidato do partido na região ao mesmo cargo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Também segundo as alegações do suplente, a forma encontrada para driblar a legislação eleitoral foi dissimulada na forma de um ato de expulsão.

Mauro Sabino chama a atenção para o fato de não terem sido, segundo ele, observados ritos previstos no estatuto do PDT para a suposta expulsão, como direito à ampla defesa, ao contraditório e o princípio da publicidade. Ele assegura ainda que o caso sequer passou pela Comissão de Ética do PDT, conforme também prevê o estatuto.

No Filiaweb (sistema do Tribunal Superior Eleitoral que permite consultar o cadastro dos filiados a partidos políticos) consta como motivo da desfiliação de Marcelo Cabeleireiro a expulsão, o que, caso não se trate de um erro material da sigla, se configura tentativa de fraude e falsidade ideológica.

O FOCO REGIONAL tentou contato com o presidente da Câmara por mensagem de texto e em ligação para o telefone, mas não conseguiu falar com ele. O jornal publicará a posição do vereador caso ele se manifeste a respeito. (Foto: Arquivo-25/08/2015)

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