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Estado

Sindicato dos Bancários participa de protesto contra a reforma da Previdência

Ato foi realizado no Centro do Rio

20/02/2019 18:22:02

Diretores do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participaram nesta quarta-feira de um ato, no Rio, contra a Reforma da Previdência, proposta pelo governo de Jair Bolsonaro. O protesto, realizado em frente ao Edifício Central, na Avenida Rio Branco, no Rio, reuniu representantes das centrais sindicais de todo o estado.

Na ocasião, os sindicalistas alertaram sobre os riscos que a reforma traz para os trabalhadores de todo o Brasil, tanto do serviço público, quanto da iniciativa privada. Um dos principais impactos nas alterações do sistema previdenciário diz respeito à redução dos rendimentos dos futuros aposentados, a ponto de inviabilizar – segundo os sindicalistas – a subsistência de parte dos segurados.

Ainda segundo os manifestantes, a proposta da maneira como foi apresentada pelo governo ao Congresso, abre precedente para que os funcionários públicos tenham uma alíquota complementar descontada de seus salários; retira garantia de pensionistas e de suas famílias; e cria gatilhos para o aumento periódico da idade mínima, o que fará com que trabalhadores de várias regiões – que têm expectativa de vida menor do que a idade mínima proposta – “morram sem se aposentar”.

A justificativa para a retirada de direitos seria um déficit previdenciário, que as entidades consideram é inexistente e que “já foi desmentido por uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo”.

- A CPI da Previdência, realizada no primeiro semestre de 2017 pelo Senado Federal, comprovou que o sistema previdenciário brasileiro é superavitário e seus principais problemas são frutos da má administração pública – sobretudo da sonegação fiscal e de outros desvios – e não da demanda dos beneficiários – diz comunicado dos sindicatos participantes.

Para os sindicalistas, a reforma serviria apenas para “aplacar a sanha do mercado financeiro que aguarda a abertura de uma hora para a outra do maior mercado privado de planos de previdência do planeta”.

- Em um futuro não muito distante, seriam mais de 50 milhões de contas individuais empurradas para um mercado oligopolizado em uma única medida. Grande parte desses setores são patrocinadores dos grupos de mídia que fazem coro para tentar convencer a população de que essa reforma é necessária – acrescentam.

Central sindical diz que aposentadoria virará esmola

Também em nota divulgada nesta quarta-feira, a Força Sindical reafirmou sua posição contrária à proposta de reforma apresentada ao Congresso Nacional, que considera “uma perversidade que só prejudica os trabalhadores menos favorecidos economicamente”

- Quaisquer alterações precisam ter como princípio básico que os aposentados recebam benefícios com valores suficientes para oferecer-lhes uma vida saudável e digna. Pagar um valor abaixo do estabelecido pelo salário mínimo é entregar apenas uma “esmola” para os milhões de aposentados que ajudaram a construir este país.

A central sindical defende que algumas medidas sejam tomadas, como revisão ou fim das desonerações das contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamento das empresas; revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas; alienação de imóveis da Previdência Social, e de outros patrimônios em desuso, por meio de leilão; criação de Refis para a cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas recuperáveis com a Previdência Social e melhoria da fiscalização da Previdência Social, por meio do aumento do número de fiscais em atividade e do aperfeiçoamento da gestão e dos processos de fiscalização, entre outras.

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