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Internacional

Senado argentino veta legalizar aborto

Proposta havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados

09/08/2018 08:54:47

Numa sessão considerada histórica pela imprensa nacional, o Senado argentino rejeitou, na madrugada desta quinta-feira, um projeto para legalizar o aborto, com 38 votos contra a iniciativa, 31 a favor e duas abstenções. A proposta havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, mas precisava da ratificação do Senado para virar lei.

Manifestações populares, contra e a favor do projeto, ocorreram durante todo o dia em frente ao Senado. Depois da decisão, os que torciam pela aprovação do projeto deram início a ações violentas e foram reprimidos pela polícia. Houve prisões.

A sessão, iniciada na manhã da quarta-feira, avançou pela madrugada a quinta, com a maioria dos senadores usando a palavra. Ao defender a legalização do aborto, a ex-presidente e agora senadora Cristina Kirchner declarou que "se pode concordar ou não", mas não é possível "rejeitar o projeto sem propor qualquer alternativa e a situação permanecer a mesma", com milhares de abortos clandestinos.

Kirchner, que durante seus dois mandatos (2007-2015) se recusou a apresentar o projeto para descriminar o aborto, revelou ao Senado que "foram as milhares de jovens que ocuparam as ruas que a fizeram mudar de opinião".

A espera do resultado, que se antecipava negativo, manifestantes pró e contra a legalização se concentraram em torno do Congresso, em Buenos Aires, separados por duas linhas de grades. Os lenços verdes identificavam os favoráveis ao "direito de escolher" enquanto o azul celeste representava os contrários à legalização.

Em várias cidades da América Latina, como Rio de Janeiro, Lima, Santiago e Cidade do México, grupos favoráveis à legalização do aborto se manifestaram diante das representações diplomáticas da Argentina.

Caso fosse aprovado, a Argentina – país natal do Papa Francisco - seria o terceiro da América Latina a legalizar o aborto, ao lado de Cuba e Uruguai. A interrupção da gravidez também é permitida na Cidade do México. (Foto: Divulgação)

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