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Seminário discute pluralidade e direitos humanos na mídia regional

04/05/2017 06:37:43

Um seminário organizado pelo Centro Acadêmico Dom Waldyr Calheiros, da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda, pelo Movimento pela Ética na Política ( MEP-VR) e  e Ministério Público Federal (MPF) reuniu, na noite da quarta-feira, profissionais da imprensa de Volta Redonda. O evento foi no campus Aterrado da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Mediado por José Maria da Silva, o Zeinho do MEP (Movimento Ética na Política), o seminário reuniu os jornalistas Fernando Pedrosa, editor do FOCO REGIONAL, o diretor-presidente do Diário do Vale, Aurélio Paiva, Francisco Edson, do jornal O Dia, e Denise Azevedo, da Rádio Sintonia do Vale, além do professor Álvaro Brito, coordenador do curso de Comunicação do UBM (Centro Universitário de Barra Mansa) e o líder comunitário e professor de história, Leonardo Gonçalves. Na plateia estavam estudantes, em sua maioria, e o procurador da República em Volta Redonda, Julio José de Araújo Junior.

No seminário, os jornalistas – que responderam perguntas formuladas pela plateia – expuseram um pouco da realidade da mídia local, embora muitos dos questionamentos estivessem mais relacionados à grande imprensa. O assunto acabou sendo mais abordado do que a questão dos direitos humanos, como todos reconheceram ao final. Ainda assim, os organizadores consideraram positiva a iniciativa.

Uma das intervenções do editor do FOCO REGIONAL chamou a atenção para o fato de as empresas jornalísticas terem, em alguns casos, dificuldades para lidar com posições contrárias às suas. Também ressaltou que a questão dos direitos humanos na mídia quase sempre é focada na relação polícia x comunidade, mas ressaltou que a questão é mais ampla. “Uma criança que nasce numa situação de miserabilidade não está tendo os direitos humanos respeitados”, frisou Fernando Pedrosa.

Em outra – respondendo ao procurador Julio José – o jornalista falou sobre a independência do jornal em relação aos anunciantes, citando exemplos de reportagens publicadas tanto na época do jornal impresso quanto agora, no digital, relacionados aos parceiros comerciais da empresa.

O jornalista disse ainda que a internet acabou com “notícias proibidas” nas redações, mas admitiu que a crise econômica do país está afetando as redações do país inteiro, admitindo que o enxugamento prejudica a apuração.

Já Aurélio Paiva destacou o papel de Dom Waldyr Calheiros na defesa dos direitos humanos, usando o tema como introdução para alertar que extremos são sempre ruins para o país. “Digo isso porque acho que fechar o Congresso Nacional e restabelecer o regime militar, como algumas pessoas defendem, não dá certo. Regimes ditatoriais são ruins, sejam de direita ou de esquerda”, advertiu.

- Sem liberdade de imprensa, mão existe pluralismo nem democracia. Há um exercício diário para fazer o melhor jornalismo, buscando-se a verdade ao ir ao local onde os fatos estão ocorrendo – disse Francisco Edson, que convive com a realidade da cobertura diária numa cidade como Rio de Janeiro. Ele ainda destacou que a imprensa se esforça para levar a melhor informação possível ao seu público.

Denise Azevedo destacou que é preciso dar destaque à questão dos direitos humanos e que “é preciso ter senso crítico na análise da notícia e ver os lados refletidos na forma como os veículos a colocam”. 

Em sua fala inicial, Álvaro Britto, que é também diretor do sindicato estadual dos jornalistas, sugeriu a criação de um observatório da mídia regional. Leonardo Gonçalves, que é morador do bairro Volta Grande IV, palco de um processo que envolve a suspeita de contaminação pelo depósito de rejeitos industriais da CSN, reclamou, como líder comunitário, que os moradores da localidade não conseguiram espaço em alguns meios de comunicação para expor suas preocupações no mês passando, quando a siderúrgica anunciou, numa iniciativa considerada unilateral pelo MPF, um encontro com a comunidade para assegurar que o bairro é seguro. Ele criticou a falta de imparcialidade que ocorreu no episódio. (Foto: Divulgação)

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