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Cidades

Secretário diz que estado quer cadeia pública de Resende como modelo

21/04/2017 08:42:42

O secretário estadual de Administração Penitenciária coronel Erir Ribeiro Costa Filho disse durante a audiência pública realizada em Resende, na noite da última quarta-feira, que o estado quer a cadeia pública instalada na cidade como modelo para as demais. Segundo ele, oferecendo condições dignas de vida aos presos e atividades que contribuam para ressocialização, como cursos profissionalizantes e oportunidades de trabalho para aqueles que cumprem pena no regime semiaberto.

- Diferentemente do que acontece no restante do estado, a cadeia pública de Resende não sofre com a superlotação e a ideia é que os presos tenham acesso às melhores condições possíveis para a reintegração à sociedade – destacou o coronel.

Embora seja este o discurso comum na entrega de unidades prisionais, que acaba se esvaindo rapidamente, o secretário afirmou que tem procurado dar o exemplo na busca de iniciativas em conjunto com a sociedade, o empresariado e o Poder Público para oferecer chances de ressocialização aos presos. “A secretaria contratou 15 internos para fazer a limpeza de suas instalações. O serviço está sendo muito bem feito por eles e essa iniciativa representa, ao mesmo tempo, economia para os cofres públicos – já que os custos são mais baixos - e oportunidade para os presos”, exemplificou.

A população compareceu em bom número à audiência pública, na Câmara de Resende. O encontro foi agendado a partir de um requerimento de quatro vereadores. Foram anunciadas melhorias na estrada de acesso à unidade prisional e foi sugerida a criação de um conselho intermunicipal formado por representantes das principais cidades atendidas pela cadeia.

A dificuldade de acesso à cadeia e a falta de infraestrutura no seu entorno foram as principais críticas das autoridades e do público presente à implantação da unidade, inaugurada há cerca de um mês no distrito de Bulhões, em área vizinha a Porto Real. O secretário de Administração Penitenciária, porém, anunciou que a concessionária da Via Dutra já se comprometeu a fazer melhorias na estrada que leva à cadeia púbica, usando raspas de asfalto, que serão colocadas na estrada, segundo ele, “nos próximos dias”.

Sobre a segurança das instalações, o diretor da cadeia, Eliel Ogawa, definiu a unidade como “um presídio de segurança máxima que abriga presos de baixa periculosidade” e tranquilizou a população. Ele afirmou que os internos recebidos no local não pertencem a facções criminosas e que 90% deles são originários do Sul Fluminense.

A vereadora Soraia Balieiro – que liderou os trabalhos na audiência pública – sugeriu a criação de um conselho intermunicipal formado pelas cidades da região atendidas pelo presídio, com a participação da sociedade civil. O objetivo do conselho será buscar alternativas que minimizem o impacto negativo da cadeia na região e que facilitem o acesso as famílias e das instituições religiosas aos internos, bem como a prestação de atendimento médico a eles. “Para cobrar providencias do Poder Executivo nas esferas municipal, estadual e federal é fundamental a união de forças entre sociedade civil e autoridades”, apontou.

Exclusiva para homens, a cadeia pública tem 417 vagas para presos do regime fechado e 145 vagas são para o regime semiaberto. O presídio fica em uma área rural, a 15 km da Via Dutra, sendo que sete deles são de estrada de terra. A construção tem 6,4 mil metros quadrados e é resultado de investimento de cerca de R$ 31 milhões.

O Sul Fluminense contava com outra cadeia pública, instalada em Volta Redonda. (Foto: Divulgação)

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