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Economia

Samuca vai receber comissão da Câmara para tratar da Sul Fluminense

Entrada de empresas nas linhas sob intervenção é adiada

13/05/2019 19:49:34

Ônibus da empresa passa em frente à Câmara no momento em que funcionários chegavam para a sessão

O prefeito Samuca Silva vai receber nesta terça-feira, às 9 horas, no Palácio 17 de Julho, uma comissão especial da Câmara para discutir a intervenção determinada por ele nas linhas operadas pela Viação Sul Fluminense. Enquanto isso, as empresas que foram designadas no decreto assinado por ele, não assumirão 10 linhas, conforme estava previsto, a partir desta terça-feira.

A informação foi dada pelo presidente da Câmara, Edson Quinto (PR), a funcionários da empresa que lotaram o plenário da Casa para pedir apoio dos vereadores, já que temem ficar desempregados. Além de vereadores, Samuca vai receber também, segundo Quinto, dirigentes do Sindicato dos Rodoviários. A comissão especial formada pela Câmara é composta por Washington Granato, Pastor Washington Uchôa e Rodrigo Furtado.

Nesta segunda-feira, cerca de 500 funcionários da Sul Fluminense saíram da garagem da empresa, no bairro Voldac, em passeata até a Praça Sávio Gama, onde fica a sede do governo municipal. Portando apitos e buzinas, eles fizeram uma manifestação pacífica, conduzida pelo sindicato , e depois seguiram para a Câmara, a fim de pedir apoio aos vereadores porque estão certos de que ficarão desempregados. A sessão teve a presença do deputado estadual Marcelo Cabeleireiro, que criticou a medida porque, segundo ele, gerará desemprego entre os funcionários da Sul Fluminense. A manifestação foi acompanhada também pela direção da empresa, tanto em frente ao Palácio 17 de Julho quanto na Câmara. Pelo decreto assinado por Samuca, três empresas assumirão temporariamente dez das 31 linhas que estavam concedidas à Sul Fluminense.

Segundo o vice-presidente do sindicato, Luiz Rogério, as linhas retiradas da Sul Fluminense são as mais rentáveis e a empresa – que enfrenta dificuldades financeiras – não conseguirá sobreviver se continuar operando só as demais linhas, porque têm pouco volume de passageiros transportados. “Não estamos aqui para defender a empresa, mas para lutar pelo emprego dos trabalhadores”, disse o sindicalista. Segundo ele, o prefeito “falta com a verdade” ao afirmar que os funcionários da Sul Fluminense serão reaproveitados nas empresas Elite, Cidade do Aço e Pinheiral. Segundo ele, a Sul Fluminense tem 1,2 mil funcionários, sendo mil na ativa.

Ainda segundo Luiz Rogério, apenas com a perda das dez linhas mais rentáveis pela empresa, a Sul Fluminense já poderia demitir 800 empregados, pois precisa apenas de 200 para operar as outras 21.

Diversos vereadores falaram durante a sessão. Alguns, como o Pastor Washington e Dinho, cobraram que a Sul Fluminense pare de utilizar o motorista também na função de cobrador.

- Eu gostaria de ver esta mesma união dos empresários com os trabalhadores também para acabar com o exercício da dupla função – afirmou Dinho.

O vereador Granato antecipou que a comissão vai tentar com o prefeito a suspensão do decreto até que seja encontrada uma solução que não ponha empregos em risco. “A gente entende a pressão que o Executivo está sofrendo com a má qualidade do serviço, mas acho que a comissão pode ajudar na busca de soluções sem criar a expectativa do desemprego”, afirmou o parlamentar, dizendo que é necessário buscar uma solução para “ambas as partes”, propondo que a comissão tenha 60 dias, renováveis pelo mesmo período, para propor sugestões.

Na manifestação na praça, onde discursaram sindicalistas e o vereador Carlinhos Sant’Ana, os trabalhadores da Sul Fluminense lembraram que há funcionários com mais de 30 anos na empresa e outros que são filhos de ex-funcionário. “Em Resende e em Barra Mansa tivemos exemplo do desemprego. Em Barra Mansa, houve a garantia de os vencedores da licitação aproveitarem os funcionários da Viação São João Batista, que acabaram demitidos depois de três meses”, disse o despachante Wellington Fragoso

Segundo ele, apesar das dificuldades, a Sul Fluminense está em dia com os salários e o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), embora outros benefícios estejam em atraso. “Se for demitido, de onde vou tirar o sustento do meu aluguel? E ainda pago duas pensões alimentícias”, prosseguiu o despachante, para quem o prefeito estaria “perseguindo a Sul Fluminense”.

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