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Educação

Samuca: piso do magistério será vinculado à cobrança da dívida ativa

20/05/2019 17:52:35

O prefeito de Volta Redonda Samuca Silva anunciou nesta segunda-feira que pretende pagar o piso nacional do magistério a todos os professores da rede municipal com recursos da cobrança da dívida ativa (valor devido por contribuintes ao município). A informação foi dada por ele na abertura do Fórum de Avaliação e Monitoramento do Plano Municipal de Educação, realizado no auditório da Secretaria Municipal de Educação, no bairro Niterói.

Ele não fixou uma data, pois depende da licitação que será feita ainda este mês para que instituições financeiras apresentem propostas para realizarem a cobrança da dívida ativa, que atualmente chega a R$ 2 bilhões.

Segundo o prefeito, “apesar da crise financeira e o alto índice de endividamento, através de uma gestão inovadora a cidade avança para cumprir o piso do magistério”.

- Meu único compromisso financeiro com este recurso, com esse contrato, até agora, é melhorar o salário do profissional de educação. Assinando o contrato, vamos pegar parte desse recurso e honrar meu compromisso para que nenhum profissional de educação de Volta Redonda receba menos que o piso nacional – acrescentou.

O prefeito aproveitou a ocasião para anunciar um investimento de R$ 2,5 milhões para a implementação de laboratórios de informática em 57 escolas municipais. A verba é do PAR (Plano de Ações Articuladas), do Ministério da Educação (MEC).

- Estamos atuando com responsabilidade. Em um momento de crise financeira como a que vivemos, com uma dívida maior que a arrecadação, somente com uma gestão eficiente e inovadora vamos conseguir avançar na valorização dos profissionais de educação. Ao contrário de outros, não anunciamos cortes, anunciamos avanços - disse o prefeito.

VOTAÇÃO – Durante o fórum foram votadas as alterações propostas para o plano e em seguida, haverá o encaminhamento para aprovação perla na Câmara.

De acordo com a coordenadora da Equipe Técnica de Monitoramento e Avaliação do PME, Sammar Bella Santos, a análise técnica foi apresentada durante o Pré-Fórum realizado no Colégio Getúlio Vargas, onde participaram cerca de 400 pessoas, e nesta segunda-feira, o encontro foi deliberativo, decidindo quais alterações serão feitas.

“O PME foi aprovado em 2017 e é um planejamento para 10 anos para a educação. De dois em dois anos, ele precisa ser monitorado e avaliado. Precisamos saber se o que estava previsto no plano está acontecendo e se está em andamento. Essa primeira etapa é o monitoramento, acompanhar as ações previstas para a educação, tornar o plano mais adequado”, explicou a coordenadora. (Foto: Divulgação)

 

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