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Saúde

Samuca diz que OS é saída para gestão de hospitais

Atualizado em 09/03/2018 10:16:59

O prefeito de Volta Redonda Samuca Silva confirmou, na manhã desta quinta-feira, que a gestão dos hospitais São João Batista e Munir Hafull (Retiro), serão entregues a uma OS (Organização Social). De acordo com ele, esta é a única forma de melhorar o atendimento do público e também a remuneração dos trabalhadores de saúde dos dois hospitais públicos municipais.

Ele pediu à população um voto de confiança, ao lembrar as iniciativas tomadas em seu governo na área de saúde, como a compra do Hospital Santa Margarida e o aluguel da antiga Clínica São Camilo, reaberta como Hospital do Idoso. Ele disse que a entrega da administração a um OS não se estenderá a outras unidades de saúde, como a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e os Cais Conforto e Aterrado.

Ressaltando estar ciente da imagem de corrupção que a gestão da saúde adquiriu no estado do Rio, Samuca retrucou que há exemplos de boa gestão por OS em outras cidades do país. Além disso, ressaltou que os requisitos impostos pelo governo para as interessadas é “tão rigoroso” que, das oito empresas que já atenderam ao chamamento público, apenas uma não foi desclassificada.

- Por isso, estamos analisando até se não fomos rigorosos demais – disse Samuca.

O prefeito justificou a decisão lembrando que Volta Redonda está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita em 54% os gatos com pessoal. “Estamos com 53,9%, justamente no limite, mesmo com todos os ajustes que fizemos para economizar”, afirmou.

Samuca classificou de “colapso de pessoal” a situação, afirmando que hoje o governo não pode fazer contratações para não infringir a LRF. “Não posso contratar nem professores que estão em falta na rede municipal”, disse.

- Não há outro jeito. Mas quero deixar claro que esta medida também é uma forma de valorizar os profissionais da área de saúde, que estão com os seus vencimentos defasados e não temos alternativa – acrescentou.

Disse ainda o prefeito que o importante na contratação de uma OS é definir os processos de auditoria e fiscalização do uso dos recursos repassados, assim como o cumprimento de metas.  “Estamos seguindo uma cartilha de contratação elaborada pelo Ministério Público. E estou à disposição para discutir a questão com a sociedade”, frisou.

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