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Cidades

Samuca cresceu a tempo de participar da inauguração do Contorno

Prefeito tinha 13 anos quando obra começou

07/12/2017 05:05:18

Depois de longos 23 anos – a construção começou em 1994 pelo então prefeito Paulo Baltazar – a Rodovia do Contorno finalmente será entregue à população de Volta Redonda. Nesta sexta-feira, às 11 horas, numa solenidade que reunirá o governador Luiz Fernando Pezão, o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, e o prefeito Samuca Silva, estará chegando ao fim a obra que pode ser apontada, sem sombra de dúvidas, como um dos símbolos regionais dos desmazelos com o dinheiro público no Brasil. De acordo com o governo do estado, que assumiu e concluiu o serviço, o custo final da rodovia – de não mais que 13 quilômetros – chega a R$ 104 milhões, o que dá estratosféricos R$ 8 milhões por quilômetro.

Desde que a construção foi iniciada, todos os ocupantes do Palácio 17 de Julho sonharam com sua inauguração, inclusive o próprio Baltazar, já que o prazo inicial era de dois anos – e ele ainda estaria no cargo para desfrutar dos rendimentos políticos. Antônio Francisco Neto, duas vezes com dois mandatos consecutivos, intercalados por quatro anos de Gotardo Netto, também teve os sonhos embalados por uma possível inauguração, que chegou a ser anunciada várias vezes e não se confirmou.

No governo Gotardo, a entrega da obra até chegou a acontecer, mas a rodovia acabou interditada porque logo ficaram evidentes erros de projeto quem resultaram em acidentes.

Samuca cresceu a tempo de participar da inauguração do Contorno

Por ironia do destino, a inauguração vai ocorrer no governo de Samuca – a poucos dias dele completar o primeiro ano do mandato.

O atual prefeito de Volta Redonda tem 36 anos de idade. Quando a obra foi iniciada, contava apenas 13 anos e o que ele se lembra daquele 1994 é que era ano de Copa do Mundo, do Brasil de Romário e Bebeto que foi tetracampeão nos Estados Unidos.

- Me lembro que era um adolescente que jogava futebol – recorda Samuca, à época morador do bairro São João.

Efetivamente, o prefeito que participa da solenidade desta sexta-feira só ouviu mesmo falar da Rodovia do Contorno e de suas polêmicas quando já fazia parte, na juventude, do movimento estudantil, na UNE (União Nacional de Estudantes). “A partir dali comecei a entender a importância da rodovia e toda a sua problemática, mas obviamente entendendo pouco da razão de tantos problemas”, conta Samuca, lembrando que não foram poucas as vezes em que se ouviu um “agora vai” – e não foi – em relação à finalização da obra. Enquanto isso, os anos passaram.

Samuca cresceu a tempo de participar da inauguração do Contorno

Eleito no ano passado, Samuca não imaginava que a inauguração fosse ocorrer logo em seu primeiro ano de mandato.

- Na realidade, durante a eleição, eu nem falei da Rodovia do Contorno. Até porque estava distante do governo e sem qualquer acesso a documentos para entender os obstáculos. Só a partir de janeiro comecei a me envolver pessoalmente. Sendo bem sincero: não imaginava que o governo do estado, numa crise financeira, iria colocar investimento para finalizar a rodovia agora. Achei que fosse demorar mais – diz ele. “Quando houve a indicação de recursos para a obra, vi que aquele trabalho administrativo que estávamos fazendo, de juntar todos os órgãos envolvidos para discutir, foi louvável. Acho que papai do céu encaminhou tudo para que conseguíssemos inaugurar agora”, acrescenta.

Tão logo a inauguração foi confirmada pela Secretaria estadual de Obras, Samuca fez questão de divulgar que considera importante a participação de todos os ex-prefeitos dos últimos 23 anos. Explica: “Houve muitos problemas administrativos, mas seria incoerente da minha parte não chamar os ex-prefeitos, que participaram [da realização] direta ou indiretamente. Toda ação e erro de um governo é fruto de uma iniciativa proativa, de tentar alguma coisa. Obviamente que houve muitos erros de vários atores envolvidos – estratégicos, de planejamento e, principalmente, de falta de diálogo, que tem sido a marca do nosso governo. Foi possível avançar porque conseguimos juntar todos os atores: associações de moradores, órgãos federais, estaduais e municipais, para discutir a rodovia. Mas estou ciente de que não construí nada sozinho”.

Ao mesmo tempo em que, evidentemente, comemora o fim da novela, Samuca está empenhando em conseguir que a rodovia seja aberta ao tráfego o mais rápido possível. Isso porque, com a conclusão, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) tem que “receber a obra” e liberar o tráfego. “Esta não é uma responsabilidade da prefeitura, mas espero que até esta sexta-feira haja esta autorização”, torce o prefeito.

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