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Cidades

Reunião de entidades com prefeito e MPRJ termina sem propostas

07/07/2020 17:54:06

A reunião entre o prefeito Samuca Silva, representantes das entidades empresariais de Volta Redonda e o promotor Leonardo Kataoka, do Ministério Público estadual (MPRJ), realizada na manhã desta terça-feira (7) não proporcionou nenhum alento para os comerciantes. Realizado através de uma plataforma virtual, o encontro acabou servindo, na prática, apenas para que os representantes do comércio pudessem expor seu desalento com duas semanas seguidas de fechamento da maior parte do setor por conta dos parâmetros fixados no acordo que trata da flexibilização das atividades econômicas na cidade.

Segundo a assessoria do prefeito, Kataoka avaliou que a situação na região foi agravada, não só pelo aumento do contágio do novo coronavírus, mas, principalmente, pela suspensão de recebimento de novos pacientes no Hospital Regional Zilda Arns. “Isso sobrecarregou o sistema de saúde de Volta Redonda, principalmente em relação ao número de pessoas que necessitavam de internação em leitos de UTI, o que resultou na restrição de uma parte das atividades econômicas, com o fechamento do comércio”, afirmou o promotor.

Ele apontou, por isso, que a regularização da situação do Hospital Regional é preponderante e que o MPRJ tem feito cobranças neste sentido. “Temos acompanhado diariamente essa questão e cobrado com bastante frequência da Secretaria de Estado de Saúde. Pode ser que a gente caminhe para uma possível judicialização pelo Ministério Público para garantir o funcionamento da unidade. Estamos analisando essa possibilidade”, disse Leonardo, ainda segundo a assessoria de imprensa do Palácio 17 de Julho.

Já o prefeito fez um levantamento das orientações e posturas que estão sendo implantadas em Volta Redonda. “Volta Redonda já tem a característica de atender pacientes de outros municípios, que não tem leitos disponíveis para a Covid-19. Agora fiz um decreto para não receber, por regulação, esses pacientes. Além disso, recebemos, nesta terça-feira, os mais de 10 mil comprimidos de Nitazoxanida, substância que será utilizada para pacientes com casos leves e iniciais com Covid-19. Isso vai evitar o agravamento da doença e, obviamente, reduzir a ocupação dos leitos de UTI”, disse Samuca.

As entidades, por sua vez, entendem que o comércio em geral está sendo punido. Citam, por exemplo, as aglomerações que ocorrem nos bairros – a restrição a isso é um dos eixos do acordo – mas reconhecem a necessidade de que o Hospital Regional normalize o atendimento. Segundo o FOCO REGIONAL foi informado, os representantes do setor comercial se negaram a entrar no processo judicial como amicus curiae (amigos da corte), iniciativa proposta pelo prefeito. “Precisamos amenizar as limitações do comércio porque, infelizmente, essa gripe não tem fim e nós não somos culpados. Precisamos que o governo do estado regule novamente os pacientes com a Covid-19 no Hospital Regional”, disse Luiz Fernando Cardoso, presidente da Aciap (Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Volta Redonda). Também participaram representantes da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e Sicomércio (Sindicato do Comércio Varejista). (Foto: Felipe Carvalho / Divulgação)

 

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