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Saúde

Resende faz outro mutirão contra dengue nesta 2ª feira

Ação será em várias localidades

12/05/2019 12:40:14

Resende realizará nesta segunda-feira o sexto mutirão contra o Aedes aegypti. A ação faz parte da campanha iniciada no ano passado. Nesta etapa, o Comitê Municipal de Combate ao Aedes irá aos bairros Morro do Machado, Morro do Batista, Lavapés, Centro Histórico, Vicentina, Santo Amaro, Vila Moderna, Alto dos Passos e Vicentina II. A mobilização tem por finalidade a eliminação dos possíveis criadouros dos mosquitos Aedes Aegypti e Albopictus, que são transmissores das doenças dengue, zika e chicungunha.

A campanha começará pelo Morro do Machado, Morro do Batista, Lavapés e no Centro Histórico. A força-tarefa contará com o envolvimento das equipes das Secretarias Municipais de Saúde e Obras e Serviços Públicos e dos vigilantes sanitários do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além da utilização de quatro caminhões e duas retroescavadeiras. A Superintendência de Serviços Públicos seguirá com as atividades de retirada de entulhos nos outros bairros, de acordo com a demanda existente. A população destes bairros deve estar atenta à programação para que descarte todos os lixos, entulhos e recipientes que sejam propícios ao acúmulo de água e proliferação dos mosquitos. O material recolhido deverá ser colocado em frente aos imóveis, visando facilitar o trabalho da prefeitura.

Nas edições anteriores, a mega ação também teve a participação de grandes aliados. A superintendente de Vigilância em Saúde, Carolina Bittencourt Castro Ferraz, salientou que a ajuda dos moradores é primordial para que as ações de combate aos mosquitos transmissores de doenças sejam bem-sucedidas.

- Planejamos e desenvolvemos ações estratégicas visando evitar a infestação, tais como: visitas domiciliares para tratamento de focos, orientações à população, recolhimento de entulhos, entre outras. As pessoas devem cuidar de seus quintais e recipientes que possam virar depósito de acúmulo de água. Com o lema “10 minutos salvam vidas”, o governo estadual aconselha que a população dedique este tempo semanalmente em casa, com o intuito de eliminar possíveis criadouros. Ainda pedimos que as pessoas colaborem e abram as portas de suas casas no decorrer da campanha. Durante os mutirões, são encontrados muitos imóveis fechados. Estes lugares serão visitados novamente. O CCZ age entre segunda e sexta-feira de forma preventiva e, aos finais de semana, com os retornos de recuperação – destacou.

A superintendente lembrou como funciona a escolha dos locais a serem vistoriados nos mutirões, conforme o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti (LIRAa).

- Os dados levantados, a partir do monitoramento da população do vetor da dengue, ajudam no reconhecimento dos criadouros onde há maior predominância. Os relatórios do LIRAa, que segue os parâmetros apontados pelo Ministério da Saúde, são realizados periodicamente e encaminhados à Secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Com o mapeamento, conseguimos direcionar as ações de controle para as áreas consideradas mais críticas. Na atualidade, não vivemos em situação de epidemia no município. Desta forma, as ações de prevenção do CCZ feitas diariamente e a conscientização dos moradores devem ser mantidas e, quando necessário, intensificadas. As equipes estão nas ruas com as medidas preventivas e também contamos com o apoio de carro fumacê – reforçou.

Carolina Bittencourt também acrescentou que as notificações de suspeita de dengue, zika e chicugunha são essenciais no combate. “Quando uma pessoa é diagnosticada com suspeita de uma das doenças transmitidas pelos mosquitos, a equipe  recebe a notificação a partir do controle feito pela Secretaria de Saúde. Diante disso, o CCZ entra em ação com visitas e procedimentos necessários na residência da pessoa com suspeita da doença e arredores.

Ela alertou que é possível que, em alguns casos, seja necessário o cumprimento do artigo 1º, parágrafo 1º, inciso IV da Lei 13.301, de 27 de junho de 2016, que dispõe sobre a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor do vírus. “É viável o ingresso forçado em imóveis públicos e particulares, no caso de situação de abandono, ausência ou recusa de pessoa que possa permitir o acesso de agente público, regularmente designado e identificado, quando se mostre essencial para a contenção das doenças”, informou. (Foto: Carina Rocha)

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