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Saúde

Região tem duas cidades com risco de poliomielite

03/07/2018 10:30:47

Duas cidades da região Sul Fluminense estão entre as cinco do estado onde há risco de surgimento de casos de poliomielite. O mapa de risco divulgado pelo Ministério da Saúde inclui 312 cidades de 24 estados. No Rio, as cidades de Vassouras – com 35,5% de crianças vacinadas – e Paraty, com 46,25% - aparecem ao lado de Japeri (27,64%), Guapimirim (33,51%) e Casemiro de Abreu (44,05%).

A meta recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é 95% para que o Brasil, livre da pólio desde 1990, não tenha novos casos da doença, também conhecida como paralisia infantil, que pode deixar graves sequelas motoras. O Ministério da Saúde alerta que há risco de reintrodução da doença no país.

Apesar de os baixos índices de cobertura vacinal nas cidades fluminenses serem preocupantes, todas representam apenas 5,4% dos 92 municípios do estado. Porém, o risco do retorno da doença se deve, segundo o ministério, à resistência dos pais em vacinarem os filhos. A ameaça existe em todos os locais com coberturas abaixo de 95%, mas está mais crítica nas 312 localidades listadas.

O Ministério da Saúde orienta os gestores locais a organizar as redes de prevenção, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. A pasta também recomenda o reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolverem as famílias.

Doença

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomelite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Transmissão e prevenção

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados. A doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto. (Foto: Ilustração)

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