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Educação

Professores municipais de VR farão meia paralisação na 4ª feira

No mesmo dia, comissão será recebida pelo governo

20/04/2018 16:11:29

A rede municipal de educação de Volta Redonda realizará na próxima quarta-feira uma meia paralisação nos três turnos. Todos os profissionais envolvidos com a escola deverão trabalhar apenas meio período. A decisão foi tomada em assembleia no último dia 5l, no auditório do Instituto de Educação Professor Manuel Marinho. Neste mesmo dia, os presentes decretaram estado de greve.

A categoria tomou a decisão de cruzar os braços por meio período em protesto ao que considera demora do governo municipal com relação a assuntos envolvendo a Educação, como, por exemplo, o pagamento do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), ajuda financeira para estudantes do Ensino Superior, auxílio-alimentação, pagamento do Piso Salarial Nacional e o cumprimento da lei que garante um terço da carga horária do professor para planejamento. Todos são benefícios previstos em lei, ressalta o Sepe.

“Chegamos a um ponto em que é preciso reagir. O governo sinaliza que tem a intenção de garantir nossos direitos desde o ano passado. Mas, na prática, não fez nada. Ao contrário, retirou direitos com a mudança da cesta básica para auxílio-alimentação. O prefeito prometera estender o benefício aos profissionais com duas matrículas e não o fez até hoje. Também nos preocupam as modificações na ajuda financeira, inviabilizando ou prejudicando a manutenção do estudo do professor. Também estamos em movimento pelo pagamento do Plano de Carreira, afinal de contas, de acordo com a proposta de ‘rateio’ que fizemos ao Samuca [Silva], que ele aceitou, não é necessário nenhuma determinação judicial ou o término dos cálculos do perito para aplicá-la”, explicou Raul dos Santos, coordenador geral do Sepe.

Aos pais, o Sepe escreveu uma carta explicando os motivos da meia paralisação. No texto, o órgão explica que além das perdas salariais, “que se acumulam por décadas”, a estrutura pedagógica está comprometida. “Há carência de professores, auxiliares e funcionários da limpeza, insuficiência de materiais pedagógicos e escolas precisando urgentemente de reforma”, diz a carta.

No período em que os professores estiverem parados, de manhã, deverão se encontrar na praça Sávio Gama, em frente à prefeitura, a partir das 9 horas, para um ato político. Uma comissão, com um representante de cada setor, será formada e recebida pela equipe de governo. Na parte da tarde, às 15 horas, haverá uma assembleia na Câmara, através da qual a categoria definirá se entrará em greve ou não.

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